Empresas correm contra o tempo para adequar PGR e incluir riscos psicossociais no trabalho
Fatores como estresse, assédio moral, jornadas excessivas e sobrecarga precisam ser identificados e prevenidos para evitar penalidades e melhorar o ambiente corporativo.

Com a proximidade do prazo para a possível fiscalização das normas relacionadas aos Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR), cresce a preocupação entre empregadores sobre a obrigatoriedade de incluir a avaliação de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A medida amplia o olhar sobre a saúde ocupacional, passando a considerar não apenas riscos físicos e operacionais, mas também fatores emocionais e organizacionais que afetam os trabalhadores.
Entre os principais riscos psicossociais apontados por especialistas em saúde e segurança do trabalho estão o estresse crônico, assédio moral e sexual, metas abusivas, excesso de cobrança, jornadas prolongadas, falta de reconhecimento e conflitos internos. Esses elementos podem provocar adoecimento mental, aumento do absenteísmo, queda de produtividade e alta rotatividade de funcionários.
Para se adequar, empresas vêm adotando pesquisas internas de clima organizacional, canais de denúncia, treinamentos de liderança, revisão de metas e programas de apoio psicológico. Algumas organizações também investem em políticas de bem-estar, flexibilização de jornada e ações voltadas à saúde mental.
Auditores fiscais do trabalho alertam que a ausência da análise desses riscos no PGR pode gerar notificações, multas e exigência de correção imediata, conforme a gravidade e o porte da empresa. O Ministério do Trabalho reforça que o cumprimento das normas deve ser preventivo, e não apenas reativo diante de fiscalizações.
Entre trabalhadores, já há relatos de mudanças positivas em empresas que adotaram medidas preventivas, como melhora no diálogo com gestores, redução de pressão excessiva e maior atenção à saúde emocional.
A recomendação é que empregadores revisem imediatamente seus PGRs, promovam diagnósticos internos e implementem ações concretas. Além de evitar sanções, a adequação pode representar ganhos em produtividade, clima organizacional e valorização das equipes.
