Patense Priscila Matos recebe nota máxima em concurso literário internacional com conto sobre maternidade
Formada em biotecnologia pela UFU e consultora de moda, escritora estreante em concursos transformou experiências das gestações e da maternidade no conto “A Outra Margem”.

A experiência da maternidade, com seus medos, descobertas, dores e transformações, virou literatura pelas mãos da patense Priscila Matos. O conto “A Outra Margem” foi selecionado para uma convocatória da editoria colombiana Palavra Ferida e recebeu nota máxima dos jurados.
Formada em Biotecnologia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e atualmente consultora de moda, Priscila é casada e mãe de duas crianças, Filipe e Sofia. Foram justamente as experiências vividas durante as gestações e os desafios dos primeiros momentos da maternidade que serviram de inspiração para a obra.
A convocatória da editora colombiana buscava textos capazes de retratar a “materialidade real”. Em “A Outra Margem”, Priscila aborda, por meio de uma narrativa sensível, as inseguranças de uma mulher diante da chegada do primeiro filho, o cansaço do pós-parto, as dificuldades da amamentação e o sentimento de não estar preparada para exercer a maternidade.
O conto também trata da pressão exercida pelos conselhos e expectativas que cercam uma mãe. Entre opiniões sobre parto, sono, alimentação e cuidados com o bebê, a personagem tenta encontrar a própria voz em meio a tantas certezas externas.
A inspiração veio da própria vivência da autora.
“A Outra Margem” marca também a primeira participação de Priscila em um concurso literário dessa natureza. Apesar da estreia em competições, a literatura sempre esteve presente em sua vida.
A escritora patense Silvia Amélia, prima de Priscila, também faz parte dessa relação familiar com a literatura. Além disso, Priscila é esposa do escritor Flávio Sousa.
O reconhecimento dos jurados representa uma conquista importante para a autora, que transformou experiências pessoais em uma narrativa sobre uma das maiores travessias da vida: aprender a ser mãe.
No conto, essa descoberta aparece não como um caminho pronto ou sem dificuldades, mas como um processo marcado por medo, dúvidas, erros e recomeços. Afinal, como conclui a própria narrativa, a travessia é a vida e é também nela que mora a beleza.
