TSE explica desafios operacionais após prorrogação do horário de votação no segundo turno
Medida exigiu adaptações nos procedimentos de apuração e no recebimento dos dados

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, comentou os desafios enfrentados pela Justiça Eleitoral após a prorrogação do horário de votação no segundo turno das eleições. A medida exigiu adaptações nos procedimentos de apuração e no recebimento dos dados eleitorais.
Segundo o ministro, a decisão de estender a votação até as 19h trouxe desafios operacionais inéditos para o TSE. A medida, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, foi aplicada às seções eleitorais que ainda estavam em funcionamento às 17h.
“Hoje, estamos felizes e orgulhosos da nossa equipe técnica, que evitou eventuais problemas. Tivemos que fazer um bloqueio para não receber boletins de urna, para que nenhum servidor e nenhum membro da Justiça eleitoral tivesse acesso", disse o presidente do TSE.
Para preservar o sigilo dos votos enquanto a votação continuava, foi necessário suspender temporariamente o recebimento dos boletins de urna em todo o país. No entanto, a decisão gerou questionamentos sobre o armazenamento dos dados e exigiu adaptações das equipes técnicas.
Nunes Marques afirmou que as equipes técnicas conseguiram retomar o recebimento dos boletins de urna e a totalização dos votos após as 19h. Ele também ressaltou a estrutura tecnológica da Justiça Eleitoral e os mecanismos de auditoria e fiscalização utilizados para acompanhar as etapas do processo eleitoral.
“Temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral. Das 499.248 urnas neste segundo turno, 1.551 precisaram ser substituídas, correspondendo a apenas 0,31% do total. Outros números podem ser verificados no site do TSE, mas é fato que foi um absoluto sucesso em atendimento ao eleitorado”, ressaltou Nunes Marques.
