Sócios da URT contestam fechamento da Vila Olímpica e cobram explicações
De acordo com os associados, não houve comunicação prévia sobre a medida

Os sócios da URT afirmam ter sido surpreendidos pela decisão de dissolver a Vila Olímpica e demonstram indignação com o possível encerramento das atividades. De acordo com os associados, não houve comunicação prévia sobre a medida, e a informação teria chegado ao conhecimento deles por meio da imprensa.
A decisão de dissolver a Vila Olímpica foi aprovada pelo Conselho Deliberativo da URT durante a mesma reunião em que também foi aprovado o estatuto para a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube. Enquanto as competições chegavam às finais, a Vila mantinha a rotina de atividades.
Jogos entre equipes amadoras, partidas de veteranos e a presença de crianças mostravam, conforme os frequentadores, que o espaço ainda é utilizado por famílias e associados. Os sócios destacaram a história do local e a participação da comunidade na construção e manutenção da estrutura ao longo dos anos.
“Estou aqui desde a inauguração, desde 1997. Em 1999, eu fui o primeiro diretor de Esporte e fiz o primeiro campeonato na Vila Olímpica. Depois fui superintendente e trouxe 24 times. Hoje, aqui é um clube de família com 2.400 associados, sendo joias e remidos”, contou o ex-diretor de Esportes, Ademir Corrêa de Castro.
Reivindicação
Diante da decisão, os sócios afirmam que pretendem buscar medidas para tentar impedir o fechamento e reivindicar participação nas discussões sobre o futuro do espaço. Eles defendem a permanência da Vila Olímpica e cobram esclarecimentos da direção da URT sobre os motivos que levaram à decisão.
Outro ponto levantado pelos frequentadores é a história de construção da própria Vila Olímpica. Segundo os associados, desde o ano de 1997 foram investidos recursos dos próprios sócios e realizados trabalhos comunitários para a construção e manutenção de campos, barracões e outras estruturas.
“O clube é patrimônio do sócio, quem construiu as dependências, os barracões e os campos foram diretores que passaram por aqui, além da mão de obra comunitária. É uma história muito bonita que eles estão querendo simplesmente banir”, disse o sócio e diretor de Esportes, Fabrício Dos Reis Tavares.
O Jornalismo da NTV procurou a URT para entender os motivos do encerramento, o prazo para desocupação e qual será a destinação da área. A posição do clube será acrescentada assim que houver retorno.
