Atualização de rebanhos é obrigatória e segue até 30 de junho
Campanha do Instituto Mineiro de Agropecuária é essencial para controle sanitário e manutenção do status de área livre de febre aftosa
Minas Gerais deu início à etapa anual de atualização de rebanhos, considerada uma das principais ações para a defesa sanitária do agronegócio no estado. Coordenada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária, a campanha é obrigatória e segue até o dia 30 de junho, conforme determina a Portaria nº 2.227/2023.
Durante o período, produtores rurais devem informar os dados de todos os animais existentes nas propriedades, independentemente do porte da criação. O não cumprimento do prazo impede a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para a comercialização e movimentação dos animais.
De acordo com a gerente de defesa sanitária animal do IMA, Izabella Hergot, a adesão dos produtores é fundamental para garantir a efetividade das ações sanitárias no estado. Segundo ela, a atualização dentro do prazo assegura a regularidade das propriedades e a continuidade das atividades pecuárias.
Os dados coletados também são estratégicos para o monitoramento sanitário. A partir dessas informações, o IMA consegue acompanhar a distribuição dos rebanhos e atuar com mais precisão na prevenção e controle de doenças.
A campanha abrange diferentes espécies, indo além dos bovinos. Devem ser declarados também bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos, caprinos, suínos, aves, abelhas e animais aquáticos. Atualmente, o estado conta com um rebanho expressivo, incluindo cerca de 24 milhões de bovinos, 4 milhões de suínos e 166 milhões de aves e ovos férteis, além de outras criações.
A iniciativa ganha ainda mais relevância após o reconhecimento de Minas Gerais, em 2023, pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa sem vacinação. A manutenção desse status depende de ações contínuas de vigilância e da colaboração entre produtores e o poder público.
Para realizar a atualização, o produtor pode procurar o escritório do IMA onde a propriedade está cadastrada ou acessar o Portal do Produtor, de forma online. Durante o processo, é necessário informar o número de animais por espécie, faixa etária e sexo, além de registros de nascimentos, óbitos e vacinação especialmente contra a raiva, doença de alta letalidade sazonais.
