Bancários aprovam paralisação nesta quinta-feira (20) após rejeitarem proposta da Fenaban
Decisão foi aprovada em assembleia e comunicada às instituições financeiras públicas e privadas

Bancários de todo o país aprovaram a paralisação das atividades nesta quinta-feira (20), em meio às negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026. A decisão foi tomada após a categoria rejeitar uma proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Em Patos de Minas e região, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários anunciou uma paralisação. A decisão foi aprovada em assembleia geral extraordinária e comunicada às instituições financeiras públicas e privadas, aos usuários dos serviços bancários e à população.
O aviso foi divulgado pelo presidente do sindicato, César Roberto Rodrigues, e segue as exigências previstas na Lei nº 7.783/89, que regulamenta o exercício do direito de greve. A paralisação abrange os trabalhadores representados pela entidade em Patos de Minas e municípios da região.
Conforme o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, na sétima rodada de negociações, a Fenaban não apresentou um índice de reajuste para os salários e demais verbas. Segundo a entidade, os bancos haviam assumido o compromisso de apresentar uma proposta nesse sentido.
Na rodada de negociações, os bancos apresentaram um modelo que previa três faixas salariais para a aplicação dos reajustes, além da adoção de uma divisão semelhante para os benefícios de alimentação e refeição. A categoria rejeitou a proposta nas assembleias e a paralisação foi aprovada.
A mobilização ocorre enquanto representantes dos trabalhadores e dos bancos continuam as negociações em torno das reivindicações da categoria. O movimento busca pressionar por avanços nas discussões relacionadas aos salários, benefícios e demais pontos da campanha nacional.
De acordo com as orientações sindicais, a paralisação não significa necessariamente que todas as agências bancárias serão fechadas. A adesão e as ações de mobilização seguem a organização definida pelos sindicatos e pelas lideranças da categoria em cada região.
