Copasa se manifesta após abertura de investigação do Procon sobre falta de água em Patos de Minas
Companhia afirma que realizou manutenção programada para interligação de redes e prevê normalização do abastecimento ao longo desta terça-feira (3); procedimento do Procon apura possível descumprimento de lei municipal.

Após a abertura de um procedimento investigatório prévio pelo Procon Municipal de Patos de Minas para apurar a falta de água em mais de 20 bairros, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) se manifestou sobre o caso. A empresa informou que realizou avisos sobre uma intervenção programada na segunda-feira (2) e afirmou que a previsão é de que o abastecimento seja normalizado ao longo desta terça-feira (3).
O procedimento do Procon busca apurar as causas do desabastecimento, iniciado em 2 de novembro, e verificar um possível descumprimento da Lei Municipal nº 9.279/2026, que estabelece a comunicação prévia aos consumidores sobre interrupções programadas de serviços essenciais. A Secretaria Municipal de Obras Públicas, responsável pela gestão do contrato com a concessionária, também informou que vai investigar os fatos.
Em resposta à NTV, a Copasa afirmou que emitiu diversos avisos sobre a intervenção programada, inclusive ao poder concedente, e que também encaminhou atualizações sobre a situação do abastecimento nesta terça-feira. Sobre a investigação, a companhia declarou que está sujeita à fiscalização dos órgãos reguladores e que questões jurídicas são conduzidas pelo departamento responsável, em conjunto com as instituições competentes.
Manutenção e previsão de normalização
Segundo a concessionária, a interrupção está relacionada a uma manutenção programada realizada na segunda-feira (2), para a interligação de redes de fornecimento de água no município.
A Copasa informou que alguns pontos ainda apresentavam intermitência em 30 bairros e que a previsão era de normalização ao longo desta terça-feira (3). Entre as regiões citadas estão Antônio Caixeta, Boa Vista, Brasil, Centro, Cidade Jardim, Cônego Getúlio, Copacabana, Eldorado, Guanabara, Jardim América, Jardim Paraíso, Lagoa Grande, Lagoinha, Laranjeiras, Nossa Senhora das Graças, Padre Eustáquio, Residencial Sorriso, Rosário, Santo Antônio, São Francisco, Sebastião Amorim, Sobradinho e Várzea, entre outras.
A empresa informou ainda que equipes técnicas estão realizando manobras operacionais para reduzir os impactos e que os reservatórios já recuperaram seus volumes regulares.
Por que a normalização pode demorar?
De acordo com a Copasa, após um período de desabastecimento, o retorno da água ocorre de forma gradativa. Segundo a companhia, os imóveis que recebem água primeiro podem registrar um consumo maior, o que aumenta a demanda na rede e atrasa a recuperação do fornecimento em regiões mais altas.
A concessionária explicou que a água chega inicialmente aos imóveis localizados em áreas de menor altitude e, posteriormente, às regiões mais elevadas, mesmo com o auxílio de bombas. Por isso, a empresa orientou os moradores a economizar água enquanto o abastecimento é restabelecido.
A Copasa não comentou possíveis responsabilidades jurídicas relacionadas ao procedimento do Procon. A investigação deverá apurar se houve irregularidades na prestação do serviço e no cumprimento das regras municipais de comunicação aos consumidores.
