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Dia Mundial da Consciência e Combate ao Bullying: sinais que reforçam a prevenção

Fácil acesso às redes sociais e informações falsas tem gerado aumento do número de casos

Admin2025-10-20Fonte: NTV - Lorena Teixeira
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Mais do que uma data simbólica, o Dia Mundial de Combate ao Bullying é dedicado no dia 20 de outubro e serve como um chamado à reflexão sobre o papel de pais, educadores e da sociedade na construção de ambientes mais respeitosos, empáticos e inclusivos.

De acordo com uma pesquisa recente realizada pelo DataSenado, cerca de 11% dos alunos brasileiros relataram ter sofrido algum tipo de violência escolar nos últimos 12 meses. Quando considerados apenas os casos de bullying, o número sobe para 33%.

“Caracteriza-se como ‘bullying’ atitudes e ações que deixam o outro desconfortável através de palavras ofensivas e brincadeiras de mau gosto, o deixando envergonhado e inseguro perante ele mesmo”, disse a psicóloga clínica e comportamental, Camila Rosa. 

Transtornos

A profissional da saúde informou que as vítimas deste tipo de violência podem desenvolver transtornos e sequelas psicológicas, incluindo ansiedade, depressão, distúrbios alimentares e diversos outros que, de alguma forma, podem prejudicar o autodesenvolvimento.

“Os pacientes que sofrem episódios de bullying começam a se isolar, a duvidar de si mesmo, a distorcer a própria imagem e, em alguns casos, ter episódios de ansiedade e depressão, porque ele vai perdendo a esperança”, explicou a psicóloga.

O fácil acesso às redes sociais também tem gerado o aumento do número de casos, considerando que a disseminação de notícias falsas se torna maior, e o uso irresponsável dos meios digitais faz com que novos meios de ataque surjam todos os dias.

Prevenção

A prevenção começa com campanhas de conscientização, rodas de conversa e projetos pedagógicos voltados à educação emocional. Mas, acima de tudo, a educação precisa vir de casa. A influência da família é uma das maiores armas contra o bullying.

Vale destacar que conversas mais profundas sobre saúde mental também são fortes aliadas contra esse e outros problemas sociais. Ensinar respeito, é investir em uma geração mais justa, solidária e consciente dos impactos das próprias ações.

“Levar a informação da psicologia para um número maior de pessoas ajuda a vítima a ter acesso à informação e a entender que ela precisa lidar de uma forma diferente e, consequentemente, criar uma realidade mais positiva”, ressaltou Camila.