Diversificação de cadeias mantém Minas no pódio dos exportadores do agro brasileiro
Estado respondeu por mais de 10% das exportações brasileiras do setor entre janeiro e maio e segue entre os três maiores estados exportadores do agra.
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram aproximadamente US$ 7,37 bilhões entre janeiro e maio de 2026, mantendo o estado entre os principais protagonistas do comércio internacional do setor. O resultado representa uma retração de 12,9% em relação ao mesmo período de 2025, acompanhada pela redução de 7,5% no volume embarcado, que alcançou cerca de 6,58 milhões de toneladas.
Mesmo diante da retração, Minas preservou participação relevante no comércio exterior do agro brasileiro, respondendo por cerca de 10,3% das exportações nacionais do setor e permanecendo entre os três maiores estados exportadores. O desempenho ocorreu em um ambiente de crescimento do agronegócio brasileiro, que registrou avanço de 4,8% em valor e volume no período.
“Os resultados foram influenciados principalmente pelo comportamento de cadeias de grande peso na pauta estadual, especialmente café e complexo sucroalcooleiro. Ainda assim,segmentos como soja e carnes contribuíram para equilibrar o desempenho e demonstram a capacidade de diversificação do agro mineiro”, destaca a assessora técnica da Secretaria de Estado de Agricultura, Manoela Teixeira.
Café
O café permanece como o carro-chefe das exportações do agro mineiro. Entre janeiro e maio, o produto gerou US$ 3,82 bilhões em vendas externas e representou 52,1% de toda a receita exportadora do setor. No período, foram embarcadas aproximadamente 9,03 milhões de sacas, volume 26,4% menor que o registrado no mesmo intervalo de 2025.
A redução impactou o valor exportado, que caiu 21%. Por outro lado, o preço médio do produto registrou crescimento de 7,3%, indicando que a retração esteve mais relacionada à menor quantidade embarcada do que à perda de competitividade do produto no mercado internacional.
O complexo da soja ocupou a segunda posição, com US$ 1,68 bilhão em vendas e participação de 22,9% no total exportado. “O desempenho da soja ajudou a compensar parcialmente os resultados negativos de outras cadeias e reforçou a importância da produção de grãos para a inserção internacional do agronegócio mineiro”, disse Manoela Teixeira.
Carnes
As carnes foram destaque entre os principais grupos exportadores, ocupando a terceira posição, com US$ 753,8 milhões comercializados no exterior e participação de 10,3% na pauta. O segmento apresentou crescimento de 10,8% em valor, com avanço também no volume embarcado e no preço médio. A carne bovina respondeu pela maior parcela das vendas, com US$ 541,2 milhões exportados e crescimento de 12% na receita
Já o segmento de produtos florestais registrou US$ 445,8 milhões em exportações, representando 6,1% da pauta do agro nacional. Quanto ao complexo sucroalcooleiro, o setor foi responsável por US$ 351,3 milhões em exportações no período, com participação de 4,8% na pauta estadual.
Maiores importadores
A China se mantém como o principal mercado comprador do agronegócio de Minas, com cerca de US$ 1,90 bilhão em compras e participação de 25,8% no total exportado. Em seguida vêm Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão que, juntos, concentraram aproximadamente 54,6% das exportações do setor no período.
Embora alguns mercados tradicionais tenham apresentado retração, a expansão das vendas para países da Ásia, Oriente Médio e o avanço da Itália indicam oportunidades de ampliação e diversificação dos destinos comerciais.
