Futuros do milho fecham terça-feira com ganhos na B3 e mercado de olho em possível demanda europeia
Chicago também tem pregão positivo diante das possíveis perdas na safra da União Europeia
A terça-feira (21) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações levemente positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
A análise da Agrinvest destaca que os futuros do milho seguem sustentados na CBOT diante das condições de clima para o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos e, principalmente, da União Europeia.
“A safra 26/27 dos EUA está levemente à frente da temporada anterior, com desenvolvimento mais adiantado e 34% das lavouras em espigamento. As condições de lavoura estão abaixo do ano passado, mas até aqui, o avanço segue positivo. O calor, amplitude térmica e umidade de solo ainda segue favorável para a cultura”, afirmam os analistas.
“O ponto mais sensível neste momento está na Europa. Uma quebra mais forte no milho europeu tende a deslocar demanda para EUA e América do Sul, podendo apertar estoques e limitar quedas mais fortes nas cotações”, acrescenta a consultoria.
O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 4,52 com valorização de 3,25 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 4,75 com alta de 2,25 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 4,91 com elevação de 2,50 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 4,99 com ganho de 2,50 pontos.
Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última segunda-feira (20), de 0,72% para o setembro/26, de 0,48% para o dezembro/26, de 0,51% para o março/27 e de 0,50% para o maio/27.
Para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3), a terça-feira também movimentações positivas, embora alguns vencimentos tenham registrado perdas.
De acordo com os analistas da Agrinvest, o ponto central está no programa de exportação brasileiro e em sua competitividade internacional.
“Antes de qualquer migração mais forte de possível demanda frente aos conflitos geopolíticos, o mercado vai olhar para a origem que entrega a melhor conta, e neste momento o milho brasileiro está competitivo para os principais destinos. Se a quebra europeia se confirmar e parte da demanda migrar para a América do Sul, a exportação tende a disputar melhor a originação no segundo semestre”, afirma a consultoria.
“O ponto sensível é o câmbio, que não está performando semelhante ao ano passado, quando deu oportunidades para os exportadores alongarem o programa”, alerta a Agrinvest.
