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Governo anuncia apoio a empresas afetadas por tarifa dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros

Decisão ocorreu após tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros

Lorena Teixeira2026-07-20Fonte: Agência Brasil
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O Governo Federal anunciou que irá retomar medidas de apoio aos setores empresariais brasileiros impactados pelo novo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos. A decisão ocorreu após a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos, com início previsto para o dia 22 de julho.

A administração pública contestou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e classificou a medida como injusta e indevida. Segundo o órgão, entre os setores que devem receber apoio estão madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. 

Apesar do impacto, o governo informou que produtos como carnes, café, óleos e itens do setor de aviação ficaram fora da maior parte da taxação. As medidas previstas incluem linhas de crédito para capital de giro, investimentos e auxílio para que empresas encontrem novos mercados para seus produtos. 

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que cerca de 2,4 mil empresas brasileiras serão diretamente afetadas pela nova tarifa. Elas representam aproximadamente 18% das exportações destinadas aos Estados Unidos, com movimentação em US$ 7,4 bilhões com base em 2024.

Justificativa 

Entre os pontos citados pelos Estados Unidos para justificar a tarifa está o sistema brasileiro de pagamentos eletrônicos, o Pix. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o mecanismo não prejudicou empresas norte-americanas e não poderia ser usado como fundamento para as tarifas.

A investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) também mencionou temas como comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, tarifas preferenciais e questões ambientais. Representantes do governo brasileiro rejeitaram as acusações.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os dados apresentados pelos Estados Unidos sobre desmatamento e comércio ilegal de madeira não refletem a realidade. Além disso, destacou que houve uma redução de 50% no desmatamento na Amazônia nos últimos três anos.