Há 25 anos: onde você estava? 25 anos depois, as Torres Gêmeas ainda vivem na memória do mundo
Ataques que mataram quase 3 mil pessoas nos Estados Unidos foram transmitidos ao vivo e transformaram a cobertura jornalística de grandes tragédias.

Há 25 anos, uma sequência de imagens transmitidas ao vivo mudou para sempre a forma como o mundo acompanhava uma tragédia. Em 11 de setembro de 2001, os atentados terroristas contra os Estados Unidos interromperam a rotina de milhões de pessoas e colocaram diante das câmeras a destruição das Torres Gêmeas, em Nova York.
Os ataques coordenados deixaram quase 3 mil mortos. Quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da Al-Qaeda. Dois deles atingiram as torres do World Trade Center, outro foi lançado contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa americano, na região de Washington. A quarta aeronave caiu em uma área rural da Pensilvânia antes de alcançar o possível alvo.
A dimensão da tragédia foi ampliada pela televisão. As imagens das torres em chamas e, posteriormente, dos edifícios desabando foram exibidas repetidamente durante horas. Para especialistas em comunicação, a exposição contínua contribuiu para transformar o episódio em uma experiência coletiva, mesmo para quem estava a milhares de quilômetros dos Estados Unidos.
O professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), avalia que a repetição das imagens produziu efeitos profundos na memória de uma geração. Naquele período, a televisão ainda ocupava posição central na transmissão de acontecimentos de grande repercussão, enquanto a internet tinha alcance muito menor do que atualmente.
A tragédia também deixou marcas entre brasileiros que estavam em Nova York naquele dia. Relatos de sobreviventes descrevem o impacto dos ataques, a fuga das áreas próximas ao complexo e o som provocado pelo desabamento dos enormes edifícios.
Além das mortes, os atentados provocaram consequências de longo prazo para a saúde e para a segurança. Centenas de milhares de pessoas foram expostas à poeira e aos resíduos liberados após a destruição do World Trade Center. A retirada dos escombros se estendeu por meses e mobilizou uma grande operação em Manhattan.
Um quarto de século depois
As consequências políticas do 11 de Setembro também atravessaram décadas. Os ataques desencadearam uma ampla ofensiva militar dos Estados Unidos contra grupos extremistas e tiveram impacto sobre políticas internacionais de segurança, imigração e combate ao terrorismo.
O fundador e líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, apontado como responsável pela organização dos ataques, foi morto em 2011 durante uma operação das forças americanas no Paquistão.
Outro capítulo ainda permanece em aberto. Khalid Sheikh Mohammed, apontado como um dos principais responsáveis pelo planejamento dos atentados, está preso na base de Guantánamo e deverá ser julgado por um tribunal militar, ao lado de outros três acusados. O julgamento está previsto para junho de 2028.
Um quarto de século depois, as imagens daquele dia continuam presentes na memória coletiva. O impacto do 11 de Setembro ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos e se tornou um dos acontecimentos mais marcantes da história contemporânea lembrado não apenas pelo número de vítimas, mas também pela forma como a televisão levou a tragédia, em tempo real, para dentro das casas de todo o mundo.
