IMA abre consulta pública sobre regulamentação estadual do Requeijão Moreno Artesanal
Proposta estabelece regras de identidade, qualidade e comercialização do produto para todo o estado; contribuições podem ser enviadas até 25/6.
Produzido a partir de técnicas transmitidas entre gerações, o Requeijão Moreno Artesanal avança na construção de uma regulamentação com alcance estadual. Como parte desse processo, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) recebe contribuições da sociedade sobre a proposta de Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) do produto. A consulta pública, aberta até 25/6, é uma das etapas que antecedem a publicação da portaria pelo instituto.
A proposta busca estabelecer a identidade e os requisitos de qualidade do Requeijão Moreno Artesanal produzido em Minas Gerais. Para isso, o texto define os critérios para a fabricação do produto, os ingredientes obrigatórios e permitidos, os parâmetros de qualidade e os cuidados necessários durante a produção para garantir a segurança do alimento. A regulamentação é fundamental para que os produtores obtenham o selo de inspeção e possam comercializar o produto em todo o território nacional.
Segundo Anna Catalina Duch, médica veterinária e fiscal agropecuária da Gerência de Inspeção de Produtos de Origem Animal (GIP) do IMA, a regulamentação representa um passo importante para a valorização do produto. Ela destaca que a norma também contribui para definir as características que o identificam, respeitando a diversidade de modos de fazer existentes no estado. “Um mesmo alimento pode apresentar variações de acordo com a região onde é produzido. O regulamento estabelece as exigências sanitárias e as características mínimas que permitem seu reconhecimento”, explica.
A construção da norma é realizada de forma conjunta pelas instituições vinculadas à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa): IMA, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). O trabalho tem base em estudos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).
