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Sindicato protesta contra aumento no preço de combustíveis

Desde o último dia 9, o litro da gasolina nas distribuidoras aumentou 7,11%

Admin2024-07-19Fonte: NTV
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O sentimento entre os transportadores de combustíveis e de derivados de petróleo é de insatisfação, diante dos recentes aumentos anunciados pela Petrobras, alerta o presidente do Sindtanque-MG, Irani Gomes.

Para ele, este não é o momento para reajustes nos preços dos combustíveis. “Temos cobrado do governo federal sensibilidade, para evitar aumentos como esses. Hoje, tanto a sociedade quanto nós, transportadores, temos vivido no limite da sobrevivência”.

Desde o último dia 9, o litro da gasolina nas distribuidoras aumentou 7,11%, uma alta de R$ 0,20, chegando a R$ 3,01. O litro do gás de cozinha subiu para R$ 3,10, com o botijão de 13kg passando a R$ 34,70 nas distribuidoras.

Segundo especialistas, essa variação nos preços dos combustíveis deve refletir em uma alta de 2,50% na bomba para o consumidor e impactar no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, em julho.

Ainda que desta vez a Petrobras não tenha reajustado o preço do diesel nas distribuidoras, os demais aumentos já estão refletindo no custo do combustível, que corresponde a cerca de 60% dos gastos dos transportadores.

Efeito cascata

“É uma espécie de efeito cascata. Se aumentam os preços da gasolina, biodiesel e até do gás de cozinha nas bombas, o diesel também acaba encarecendo, mesmo sem um reajuste oficial. Isso onera significativamente os custos do frete”, explica o líder sindical.

De acordo com ele, é uma “situação insustentável, pois o valor do frete não acompanha os aumentos nos preços do diesel”. “Com isso, a conta não fecha, e continuamos amargando sérios prejuízos”.

Mobilização do setor

Diante do agravamento da situação, o Sindtanque-MG já tem mobilizado seus associados e mantido contato com outras entidades representativas do setor no país para debater e combater os aumentos.

“A ideia é bater nas portas dos governos federal e dos estados para que esses aumentos sejam revistos. Além disso, vamos continuar cobrando das autoridades medidas para a redução de impostos e taxas de insumos e serviços que incidem sobre os custos do frete”, informa Irani Gomes.