Diretora de Saúde de Paracatu é investigada por suspeita de usar recursos públicos em cirurgias plásticas
De acordo com o Ministério Público, a servidora teria se beneficiado da posição de comando para obter acesso aos procedimentos sem seguir o fluxo regular de atendimento.
A diretora de Média e Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde de Paracatu é investigada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por suspeita de ter usado a função que ocupava para conseguir cirurgias plásticas custeadas com recursos públicos. Segundo o órgão, os procedimentos realizados em 2025, uma mastopexia com prótese mamária e uma cirurgia para retirada de excesso de pele abdominal, somaram R$ 31.403,75.
De acordo com o Ministério Público, a servidora teria se beneficiado da posição de comando para obter acesso aos procedimentos sem seguir o fluxo regular de atendimento. A Justiça determinou o bloqueio de bens da investigada até o limite de R$ 35.346,39. A defesa de Brenda Tavares Moura não havia se manifestado até a última atualização.
Nota do Cisalp
"O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto Paranaíba -Cisalp, em resposta aos questionamentos sobre a investigação conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais - MPMG envolvendo uma servidora do município de Paracatu, vem a público esclarecer o seguinte:
O Cisalp tomou conhecimento da investigação e, como é de praxe, se colocou à inteira disposição das autoridades, prestando todas as informações solicitadas pelo MPMG para a devida apuração dos fatos.
É fundamental esclarecer que o Cisalp atua como uma central de compras e credenciamento de serviços de saúde para os municípios consorciados. Nossa finalidade é garantir eficiência e economia de escala na contratação de hospitais, clínicas e profissionais, por meio de um processo de credenciamento público e com valores tabelados.
A responsabilidade pela regulação, agendamento, autorização e fiscalização dos procedimentos médicos, incluindo a indicação de pacientes e a aprovação financeira das despesas, é exclusiva de cada município consorciado. O Cisalp não possui qualquer interferência ou poder de decisão sobre a fila de pacientes ou a escolha dos procedimentos a serem realizados.
No caso em questão, a autorização e o custeio do procedimento partiram do município de Paracatu, que utiliza a estrutura de serviços credenciados pelo Cisalp.
O Cisalp reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a eficiência na gestão dos recursos públicos da saúde, e reitera que continuará colaborando com as autoridades para a completa elucidação do caso.".
