Ex-secretária de saúde rebate denúncias, nega favorecimentos e questiona atual gestão da Saúde em Patos de Minas
Em coletiva de imprensa, Ana Carolina Magalhãs fala pela primeira vez sobre acusações, e nega qualquer tipo de irregularidade enquanto esteve à frente da Secretaria

A ex-secretária municipal de Saúde de Patos de Minas, Ana Carolina Magalhães, convocou uma coletiva de imprensa para responder às denúncias de suposto nepotismo e favorecimento protocoladas no Ministério Público (MP) pela atual administração municipal. Ela negou categoricamente qualquer irregularidade durante o período em que esteve à frente da pasta e criticou a condução da atual gestão.
Ana Carolina confirmou ter conhecimento das representações encaminhadas ao MP, mas minimizou o conteúdo das acusações. Segundo ela, parte dos apontamentos se refere a fatos antigos que já teriam sido analisados pelos órgãos de controle e arquivados após os devidos esclarecimentos.
A ex-secretária também adotou um tom mais incisivo ao comentar a atuação da atual equipe da Secretaria. Ela destacou que a atual secretária ocupava anteriormente o setor de regulação da Secretaria Municipal de Saúde — justamente um dos departamentos mencionados nas denúncias apresentadas.
Ana Carolina afirmou que sua gestão foi pautada pela legalidade e pela transparência e declarou estar à disposição do Ministério Público e da Câmara Municipal para prestar esclarecimentos e apresentar documentos que, segundo ela, comprovam a regularidade de todos os atos praticados durante sua administração.
As declarações ocorrem poucos dias após a Prefeitura de Patos de Minas confirmar sua saída do comando da Secretaria Municipal de Saúde. Em nota oficial, o Executivo informou que a mudança ocorreu em razão da necessidade de manter alinhamento entre as diretrizes da gestão municipal e a atuação dos responsáveis pelas pastas estratégicas.
De acordo com o comunicado, o cargo exige acompanhamento constante das demandas da secretaria e comunicação permanente com o Executivo — fatores considerados fundamentais para garantir eficiência, economicidade e qualidade na prestação dos serviços públicos. A administração ressaltou ainda que a medida busca fortalecer a gestão da saúde pública, assegurando a correta aplicação dos recursos públicos e a continuidade dos serviços oferecidos à população.
