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Justiça

Júri condena mulher e homem por morte de homem agredido a pauladas em Patos de Minas 

Somadas, penas ultrapassam 36 anos de reclusão por homicídio qualificado

Lorena Teixeira2026-09-12Fonte: NTV
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Mais de uma década depois das agressões que levaram à morte de Alexandre Dias Ferreira, dois réus foram condenados pelo Tribunal do Júri de Patos de Minas. O julgamento de Scarlet Dias Cardoso e Alef Willian Dias Silva terminou na sexta-feira (11). 

Com penas que, juntas, ultrapassam 36 anos de prisão, os jurados consideraram os dois culpados por homicídio qualificado. Segundo a decisão, o júri popular levou em conta as qualificadoras de motivo fútil e de uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Scarlet recebeu pena de 19 anos e três meses de prisão. Alef foi condenado a 17 anos, dois meses e oito dias. Os dois deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado. O julgamento começou às 9h e terminou por volta das 14h, depois dos debates. 

Sobre o caso

O crime aconteceu na madrugada de 18 de março de 2012, na Rua Caiçaras, no bairro Caramuru, em Patos de Minas. Conforme a denúncia do Ministério Público, Alexandre caminhava pela via acompanhado do irmão quando foi abordado pelos acusados.

A investigação apontou que Scarlet e Alef suspeitavam que os irmãos tivessem furtado objetos da residência dela. De acordo com a acusação, Alef teria chamado Alexandre para perto. Quando ele se aproximou, Scarlet teria derrubado a vítima no chão. 

Em seguida, os dois passaram a agredi-lo com chutes. Ainda conforme a denúncia, durante o ataque, Scarlet pegou um pedaço de madeira e golpeou Alexandre na cabeça. Mesmo após perder a consciência, o homem teria continuado sendo agredido.

O irmão tentou ajudá-lo, mas também foi perseguido pelos acusados e precisou fugir do local. Quando a Polícia Militar chegou, Alexandre estava desacordado. Ele foi levado para atendimento médico e permaneceu internado por aproximadamente seis meses.

As agressões provocaram um traumatismo craniano grave. Durante o período de internação, Alexandre precisou respirar por meio de traqueostomia e passou a receber alimentação por sonda. Alexandre morreu cerca de 15 meses após a agressão.