Patos de Minas fica fora de nova entrega de viaturas da PM enquanto cidades da região são contempladas
A ausência reacende questionamentos sobre a relação política entre o Palácio Tiradentes e lideranças patenses.

O governador Mateus Simões participou, nesta segunda-feira (27), em Belo Horizonte, da solenidade de entrega de 69 novas viaturas e equipamentos à Polícia Militar de Minas Gerais. Os veículos, modelo Citroën C3 Aircross, serão destinados à Região Metropolitana da capital, ao interior do estado e também à Academia de Polícia Militar.
Ao todo, 60 viaturas serão distribuídas entre 55 municípios mineiros, enquanto outras nove seguirão para a Academia da PM. Os veículos foram adquiridos com recursos de emendas parlamentares da bancada federal mineira, em investimento de cerca de R$ 9 milhões.
A PMMG receberá, ainda, 2.794 coletes, adquiridos com recurso do Tesouro Estadual e do Acordo de Reparação de Brumadinho; cem telas interativas adquiridas com fonte do Tesouro Estadual e 980 rádios HT, adquiridos por meio de convênio com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Entre as cidades contempladas estão Carmo do Paranaíba e Uberlândia, além de dezenas de municípios de diferentes regiões. No entanto, novamente Patos de Minas ficou de fora da lista, apesar de sua importância regional e do porte populacional.
A exclusão chama atenção especialmente porque Patos de Minas é o principal polo do Alto Paranaíba e enfrenta demandas crescentes na área da segurança pública. Nos bastidores políticos, a ausência de investimentos estaduais vem sendo interpretada por aliados locais como sinal de desgaste entre o governo estadual e lideranças da região.
Nos últimos meses, o clima político entre Mateus Simões e o grupo liderado pelo ex-prefeito Luís Eduardo Falcão e pela deputada estadual Lud Falcão se tornou público. Em janeiro e fevereiro deste ano, houve troca de críticas e declarações entre os lados, inclusive com a deputada acusando o então vice-governador de intimidação política.
Além disso, Falcão ganhou protagonismo estadual ao assumir a presidência da Associação Mineira de Municípios e passou a ser citado como nome relevante no cenário eleitoral de 2026, o que aumentou a tensão política entre grupos adversários.
Diante desse cenário, a pergunta que fica em Patos de Minas é se a ausência recorrente de investimentos estaduais seria mera coincidência administrativa ou reflexo direto das divergências políticas entre o governo estadual e representantes da cidade. Enquanto isso, a população segue aguardando novos anúncios concretos para o município.
