Médico preso por suspeita de importunação sexual é afastado pela Prefeitura de Patrocínio
Jovem relatou à polícia que o profissional teria realizado contatos físicos de natureza sexual

A Prefeitura de Patrocínio, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, se manifestou sobre a prisão de um médico, de 65 anos, suspeito de importunação sexual contra uma paciente de 18 anos, durante um atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
De acordo com a ocorrência, a jovem relatou à polícia que o profissional teria realizado contatos físicos de natureza sexual sem consentimento durante a consulta, em regiões do corpo que, conforme o relato, seriam inadequadas e desnecessárias para as queixas apresentadas.
O médico negou as acusações feitas pela paciente e afirmou que os procedimentos faziam parte do exame clínico de rotina. A Polícia Civil informou que o suspeito foi ouvido pelas autoridades competentes, que ratificaram a prisão em flagrante pelo crime de importunação sexual.
Ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficou à disposição do Poder Judiciário. Em nota, a defesa informou que nenhuma acusação deve ser considerada definitivamente comprovada antes da conclusão das investigações. Leia a nota completa na íntegra.
Afastamento
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que acompanha os desdobramentos da ocorrência e mantém contato com a jovem e seus familiares, oferecendo suporte. A Prefeitura afirmou ainda que os fatos estão sendo apurados e que aguarda a conclusão das investigações.
A administração municipal também informou que o médico permanece afastado de suas atividades até a conclusão da apuração. Além disso, declarou que está à disposição para colaborar com as autoridades, respeitando o processo de investigação e o direito de todos os envolvidos.
Nota defesa
"Diante dos fatos recentemente noticiados acerca de supostos acontecimentos ocorridos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Patrocínio/MG, no dia 22 de agosto de 2026, vimos, por meio desta, prestar os devidos esclarecimentos.
Após o acesso aos elementos constantes do Inquérito Policial, reafirmamos nossa confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes e de que as provas produzidas no curso da investigação permitirão o pleno conhecimento da verdade.
O médico envolvido possui 65 anos de idade e 44 anos de exercício profissional, período durante o qual construiu uma trajetória pautada pela ética, dedicação, responsabilidade e respeito aos pacientes. Ao longo de sua carreira, atuou em diversos municípios da região e presta serviços médicos em Patrocínio há aproximadamente 15 anos, sem histórico de qualquer questionamento dessa natureza relacionado à sua conduta profissional.
Ao contrário, sua trajetória é marcada pelo reconhecimento de pacientes, enfermeiros e colegas de profissão, que destacam sua postura humana, humilde e dedicada, bem como sua disponibilidade em auxiliar profissionais mais jovens diante de situações médicas complexas.
Os fatos encontram-se sob apuração pelas autoridades competentes e serão tratados com a seriedade que o caso exige, sempre em observância aos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Ressaltamos que nenhuma acusação deve ser considerada definitivamente comprovada antes da conclusão das investigações e da competente apreciação pelas autoridades responsáveis.
Eventuais condutas que ultrapassem os limites legais serão analisadas e, se for o caso, serão adotadas as medidas jurídicas cabíveis nas esferas criminal e cível, inclusive quanto a possíveis danos à honra, à imagem e ao patrimônio moral e material.
Neste momento, o mais importante é permitir que as autoridades conduzam a apuração com serenidade, responsabilidade e imparcialidade, evitando julgamentos antecipados e a propagação de informações não confirmadas.
A defesa reafirma sua confiança na Justiça e nas instituições competentes e seguirá acompanhando rigorosamente o procedimento, apresentando todos os elementos necessários para o completo esclarecimento dos fatos.
É importante ressaltar que a internet não é um terreno sem lei. A liberdade de expressão é um direito, mas não pode servir de escudo para ações difamatórias, abusivas ou ilegais".
