Mulhe é presa suspeita de agredir filho autista de 13 anos com pedaço de madeira em Rio Paranaíba
Genitora afirmou que não agrediu o filho e disse desconhecer a origem dos ferimentos

Uma mulher, de 31 anos, foi presa em flagrante suspeita de agredir o próprio filho, de 13 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O caso ocorreu no município de Rio Paranaíba.
A direção da unidade de ensino identificou marcas no pescoço do estudante e acionou a Polícia Militar. Ao ser questionado sobre os ferimentos, o adolescente afirmou que havia sido atingido pela mãe com um pedaço de madeira. O Conselho Tutelar foi acionado.
Diante das autoridades, o jovem repetiu a denúncia. Além das lesões, ele reclamava de dores na região lombar e na cintura, sendo encaminhado ao hospital. Enquanto recebia atendimento, os militares foram até a residência da família, na zona rural da cidade.
No local, a mulher afirmou que não agrediu o filho e disse desconhecer a origem dos ferimentos. A proprietária da fazenda e a filha dela, que estavam na casa, informaram aos policiais que não presenciaram discussões, gritos ou qualquer indício de violência.
Após os exames, o laudo médico apontou lesões na região dorsal, abaixo do tórax, compatíveis com a versão apresentada pelo adolescente. De acordo com a corporação, o garoto demonstrou receio de falar sobre o caso de agressão na presença da genitora.
Durante a ocorrência, ele chegou a dizer que os ferimentos teriam sido causados pelo irmão de três anos, mas, em seguida, indicou aos militares um pedaço de madeira que teria sido utilizado nas agressões. O objeto foi apreendido e encaminhado para perícia.
Conforme a Polícia Militar, a prisão em flagrante foi realizada com base nos relatos prestados pelo adolescente em diferentes momentos, nas lesões constatadas pelo exame médico e na apreensão do objeto apontado como instrumento das agressões.
A mulher foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil pelos crimes de lesão corporal e maus-tratos. O adolescente permaneceu sob os cuidados do pai, com acompanhamento do Conselho Tutelar. A Polícia Civil ficará responsável pela continuidade das investigações.
Imagem: Paranaíba Agora
