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Operação contra o PCC leva à prisão de Deolane Bezerra e revela suposta ligação com lavagem de dinheiro

Investigação iniciada após apreensão de bilhetes em presídio paulista aponta movimentações financeiras atribuídas à influenciadora e conexões com integrantes da facção criminosa.

Matheus Borges2026-05-21Fonte: Agência Brasil
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A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a apuração teve início após a apreensão de bilhetes com ordens internas da facção criminosa em um presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista, em 2019. Embora os documentos não mencionassem diretamente o nome de Deolane, eles levaram os investigadores a uma transportadora apontada como pertencente à família Camacho, ligada ao PCC.

De acordo com as investigações, valores provenientes da empresa eram transferidos para diversas contas bancárias com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro. Duas dessas contas estariam em nome de Deolane, que, segundo os investigadores, teria atuado na lavagem dos recursos.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola e atualmente preso na Penitenciária Federal de Brasília; seu irmão Alejandro Camacho; além de outros familiares apontados como integrantes do esquema. A sobrinha de Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, é considerada foragida na Espanha, enquanto Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho estaria na Bolívia.

A operação resultou na expedição de seis mandados de prisão preventiva, além do bloqueio de mais de R$ 327 milhões em bens e valores. As autoridades também determinaram a apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), afirmou que as investigações indicam que integrantes do PCC continuavam emitindo ordens mesmo presos em unidades federais.

Segundo o Ministério Público, o aprofundamento das investigações também revelou supostas conexões de Deolane com outras vertentes do crime organizado e empresas ligadas ao setor de apostas esportivas.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que a influenciadora teria atuado como uma espécie de “caixa” para movimentações financeiras ilícitas, misturando recursos do crime organizado com receitas provenientes de outras atividades.

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais, e os investigados passaram a integrar a Lista Vermelha da Interpol.