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Polícia Civil indicia Copasa por crime ambiental após vazamento de esgoto em área de preservação 

Agentes verificaram o derramamento de esgoto doméstico in natura sobre o solo

Lorena Teixeira2026-06-11Fonte: Polícia Civil
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A Polícia Civil concluiu um inquérito e indiciou a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) por suposto crime ambiental após constatar o lançamento de esgoto doméstico sem tratamento em uma área de preservação permanente em Araxá.

As investigações iniciaram quando a Delegacia Especializada de Meio Ambiente recebeu uma denúncia relatando um possível crime ambiental no Bairro Santa Rita. No local, os agentes verificaram o derramamento de esgoto doméstico in natura sobre o solo. 

De acordo com a perícia técnica, foi confirmada a existência de dois pontos de vazamento provenientes de adutoras do sistema de esgotamento sanitário para o Córrego da Galinha. Os vazamentos provocaram o acúmulo de esgoto em solo permeável, formando lagoas. 

Uma delas possuía aproximadamente 200 metros quadrados de área superficial. Com base na investigação, a Polícia Civil concluiu pelo indiciamento da concessionária. A legislação brasileira permite a responsabilização criminal de pessoas jurídicas em crimes ambientais.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que irão analisar o caso e decidir sobre os próximos desdobramentos. Vale destacar que o indiciamento representa a conclusão da investigação policial e não configura condenação.

Em manifestação encaminhada à Polícia Civil, a Copasa informou que uma equipe técnica esteve no local para acompanhar a diligência e adotar as medidas necessárias para sanar o problema. A companhia alegou que o extravasamento teria sido causado pelo descarte irregular de materiais na rede coletora de esgoto, como buchas, fraldas descartáveis, restos de tecido, absorventes higiênicos, lixo e outros resíduos sólidos, que teriam provocado o entupimento das tubulações.