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Policiais

Prefeitura de Paracatu diz que só comentará investigação contra diretora da Saúde após decisão definitiva da Justiça

Em nota, administração municipal afirma que aguardará o trânsito em julgado do processo; Cisalp diz que autorização e custeio dos procedimentos médicos são de responsabilidade do município.

Matheus Borges2026-07-22Fonte: NTV
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A Prefeitura de Paracatu se manifestou pela primeira vez sobre a investigação que apura a suposta utilização de recursos públicos para a realização de cirurgias plásticas pela diretora de Média e Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde, Brenda Tavares Moura.

Em nota oficial, o município informou que não fará comentários sobre o caso até que o processo tenha uma decisão definitiva na Justiça.

Confira a nota na íntegra:

"Em relação aos questionamentos apresentados, a Prefeitura esclarece que se manifestará sobre o processo referente à Diretora de Média e Alta Complexidade, Brenda Tavares Moura, somente após o trânsito em julgado do processo. Em respeito aos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, a administração municipal aguardará a conclusão definitiva de todas as etapas judiciais para emitir seu posicionamento oficial.

Paracatu, 21 de julho de 2026."

A investigação é conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que apura a suspeita de que a servidora tenha utilizado a função pública para conseguir duas cirurgias plásticas custeadas com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025. Segundo o órgão, uma mastopexia com prótese mamária e uma cirurgia para retirada de excesso de pele abdominal totalizaram R$ 31.403,75.

De acordo com o Ministério Público, a diretora teria obtido acesso aos procedimentos sem seguir o fluxo regular de atendimento. A Justiça determinou o bloqueio de bens da investigada até o valor de R$ 35.346,39. Até a última atualização do caso, a defesa de Brenda Tavares Moura não havia se manifestado.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto Paranaíba (Cisalp) também divulgou uma nota sobre o caso. O consórcio informou que prestou todas as informações solicitadas pelo Ministério Público e destacou que atua apenas no credenciamento e na contratação de serviços de saúde para os municípios consorciados.

Segundo o Cisalp, a regulação, o agendamento, a autorização dos procedimentos, a definição dos pacientes atendidos e a aprovação dos pagamentos são responsabilidades exclusivas de cada município.

Ainda conforme a nota, no caso investigado, tanto a autorização quanto o custeio dos procedimentos partiram do município de Paracatu, que utiliza a estrutura de serviços credenciados pelo consórcio.

O Cisalp reafirmou o compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, além de informar que continuará colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.