Quatro são denunciados por morte de homem que ficou desaparecido por um mês em Patos de Minas
Ministério Público aponta homicídio qualificado, cárcere privado, ocultação de cadáver, organização criminosa e tráfico de drogas; crime ocorreu em janeiro de 2025.

Quatro pessoas serão julgadas nesta quarta-feira (9) pela morte de um homem em Patos de Minas. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, a vítima foi mantida em cárcere privado, torturada e espancada até a morte. O corpo foi encontrado cerca de um mês depois, às margens do Rio Paranaíba, em Coromandel.
O crime teria acontecido em 25 de janeiro de 2025. De acordo com o Ministério Público, a vítima foi atraída para uma residência utilizada como ponto de venda de drogas, onde teria sido agredida e mantida em cárcere. Ainda conforme a denúncia, dois dos envolvidos teriam deixado o local levando a vítima no próprio carro dela.
O veículo foi encontrado posteriormente abandonado em uma rua de Patos de Minas. Imagens de câmeras de segurança analisadas durante a investigação ajudaram a Polícia Civil a identificar suspeitos e reconstruir parte do trajeto realizado pelo automóvel.
Segundo o Ministério Público, o homicídio teria sido motivado por vingança, relacionada à morte de um parente de um dos acusados. A denúncia também aponta que o crime teria sido cometido com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O corpo foi localizado em 25 de fevereiro de 2025, às margens do Rio Paranaíba, em Coromandel. Conforme o exame de necropsia citado na denúncia, a vítima estava com as pernas amarradas e morreu em decorrência de politraumatismo. O documento descreve ainda diversas lesões, incluindo fraturas e a perda de dentes.
Além do homicídio, os quatro acusados respondem por cárcere privado, ocultação de cadáver, participação em organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico, conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
O julgamento será realizado pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (9). Os acusados terão direito à defesa e ao contraditório durante o processo.
