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Policiais

Servidora do DER-MG é presa suspeita de corrupção em esquema envolvendo imóvel em Uberlândia

Caso começou a ser investigado por meio de um inquérito civil

Lorena Teixeira2026-10-15Fonte: MPMG
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) cumpriram, nesta quinta-feira (15), um mandado de prisão preventiva contra uma servidora do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

A mulher é investigada por suspeita de falsidade ideológica, sonegação de documento, advocacia administrativa e corrupção. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência da investigada, além da apreensão do computador funcional utilizado por ela no órgão.

Um grupo do setor de loteamentos tinha a obrigação de construir um trevo na LMG-503 como condição para implantar um empreendimento no município. Como a obra não foi executada dentro do prazo, a Prefeitura de Uberlândia ajuizou uma ação judicial para exigir o cumprimento da medida.

De acordo com as investigações, em outubro de 2023, a servidora assinou um ofício sobre um projeto de acesso à rodovia ainda não aprovado pelo DER-MG. O documento foi apresentado pela empresa à Justiça e embasou um acordo que alterou a obrigação de construção do trevo.

Apuração 

O caso começou a ser investigado por meio de um inquérito civil. Em junho de 2026, ao solicitar ao DER-MG a íntegra dos processos administrativos, o MPMG recebeu apenas parte da documentação. Segundo as investigações, o envio incompleto teria sido determinado pela própria servidora. 

As apurações indicam que a investigada adquiriu, em 2024, um imóvel em um condomínio pertencente ao mesmo grupo empresarial, avaliado em R$ 1,5 milhão. Parte da dívida referente à compra teria sido quitada por empresas ligadas ao grupo, com emissão de recibos para justificar os pagamentos.

Ao determinar a prisão preventiva, o Juízo das Garantias considerou a necessidade de interromper a continuidade dos pagamentos e preservar as provas relacionadas ao caso. A decisão também determinou a preservação de contas, e-mails e arquivos institucionais vinculados aos fatos investigados.