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Policiais

Suspeito de incendiar jovem durante confraternização em Lagamar é preso preventivamente

Crime ocorreu em junho na zona rural do município; defesa do investigado de 22 anos contesta a prisão e alega ausência de intenção de matar.

Matheus Borges2026-07-03Fonte: NTV
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A Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva contra um jovem de 22 anos, investigado por atear fogo em outro rapaz, da mesma idade, durante uma confraternização na zona rural de Lagamar. O episódio, ocorrido em junho deste ano, causou forte comoção na região devido à gravidade das lesões sofridas pela vítima.

De acordo com as investigações, o crime aconteceu em uma propriedade rural onde um grupo de amigos estava reunido. O desentendimento teria sido motivado por uma discussão envolvendo um dos participantes e uma mulher. Testemunhas relataram que o investigado apanhou um recipiente com gasolina e derramou o combustível sobre uma barraca montada no interior da residência. A vítima, que estava dentro da estrutura, acabou atingida pelas chamas.

O jovem sofreu queimaduras graves que comprometeram os braços, pernas, pés, mãos, tórax e costas. Um terceiro participante da confraternização sofreu queimaduras em uma das mãos ao tentar conter o incêndio e socorrer a vítima.

O advogado Thiago Alves, responsável pela representação da vítima, sustenta que as evidências colhidas apontam para uma clara tentativa de homicídio e que o episódio não deve ser tratado como um fato isolado.

Por outro lado, a defesa do investigado, conduzida pelo advogado Cássio Araújo, manifestou discordância em relação à decretação da prisão preventiva. Segundo Araújo, o cliente permaneceu em endereço conhecido e esteve à disposição da Polícia Civil para prestar esclarecimentos desde o início do inquérito, o que tornaria a medida extrema desnecessária. A defesa revelou ainda que o próprio suspeito sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus na perna esquerda durante o ocorrido, o que inviabilizou suas atividades profissionais nas últimas semanas.

Questionado sobre o teor do depoimento do investigado, o defensor informou que, por estratégia jurídica, o jovem permanecerá em silêncio nesta fase. Como a prisão ocorreu antes que ele fosse ouvido formalmente pela autoridade policial, a versão do suspeito sobre os fatos será apresentada apenas em juízo.