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Saúde

Burnout: quando apenas descansar não basta

Especialistas alertam que esgotamento profissional pode exigir mais do que férias ou afastamento, com impactos diretos na memória, concentração e saúde emocional.

Matheus Borges2026-07-01Fonte: NTV
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Burnout, ansiedade, depressão e outros transtornos relacionados ao trabalho estão entre as principais causas de afastamento de profissionais em todo o país. O tema tem chamado a atenção de especialistas, especialmente por um ponto que contraria a percepção comum: em muitos casos, apenas tirar férias ou até mesmo pedir demissão não é suficiente para a recuperação completa.

Durante muito tempo, o conselho mais recorrente para quem estava exausto era simples: descansar. No entanto, quando se trata de burnout, essa medida pode não resolver o problema. O esgotamento profissional vai além do cansaço físico e é resultado da exposição prolongada ao estresse crônico no ambiente de trabalho, podendo afetar diretamente a memória, a concentração, a tomada de decisões e a regulação emocional.

De acordo com a pesquisadora Juliana Zellauy, o processo de recuperação exige mais do que pausa, envolvendo uma reestruturação gradual da forma como o cérebro responde ao estresse e processa emoções e informações.

O tratamento, segundo especialistas, busca permitir que o organismo retome, aos poucos, sua capacidade de funcionamento saudável, o que inclui estratégias de cuidado contínuo e acompanhamento adequado.

Outro ponto destacado é a importância do diagnóstico precoce. Quanto mais cedo os sintomas forem identificados, maiores são as chances de uma recuperação completa e de melhora significativa na qualidade de vida do paciente.