Especialistas apontam que até 15% da população mundial pode ter cálculo renal
Problema costuma se manifestar apenas quando provoca crises intensas de dor

A formação de cálculos renais, conhecida como pedra nos rins, tem se tornado cada vez mais comum e acende um alerta para os hábitos do dia a dia da população. Estimativas indicam que até 15% da população mundial pode enfrentar o problema ao longo da vida.
“São formações de pequenas calcificações na via excretora renal formadas por vários fatores, principalmente genéticos associados a fatores ambientais, ou seja, os ligados à alimentação”, explicou o nefrologista Ricardo Borges.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atinge de 1 a cada 10 brasileiros. A principal causa é a baixa ingestão de água, aliada à alimentação inadequada, e o problema costuma se manifestar apenas quando provoca crises intensas de dor.
Prevenção
A investigação metabólica pode ser realizada antes mesmo do surgimento das conhecidas cólicas renais, por meio de uma avaliação com o nefrologista, onde serão identificados erros na alimentação do paciente que precisarão ser corrigidos após os resultados dos exames.
“Por meio dos exames de sangue e da urina, é possível identificar algumas substâncias que estão a mais na urina, causando essas pedras, e outras que também podem estar faltando. Com isso, é feita a correção e quebra-se o ciclo”, disse o especialista.
Vale destacar que uma das principais formas de prevenção é manter uma boa hidratação ao longo do dia, redução do sal, moderação em proteína animal, consumo adequado de cálcio, aumento de frutas cítricas e controle de doenças bases, como diabete e hipertensão.
