PatosJá
PatosJá
Saúde

Minas Gerais está entre os estados com aumento de casos graves de síndromes respiratórias, aponta Fiocruz

Boletim InfoGripe coloca Minas Gerais em nível de alerta para SRAG; influenza e vírus sincicial respiratório impulsionam internações em diferentes faixas etárias.

Matheus Borges2026-06-19Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
Compartilhar:

Minas Gerais está entre os estados brasileiros que apresentam crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento, referente à Semana Epidemiológica 23, mostra que o estado está em nível de alerta e com tendência de aumento dos casos nas últimas seis semanas.

De acordo com a Fiocruz, o avanço das internações está relacionado principalmente à circulação dos vírus influenza A e B entre jovens, adultos e idosos. Já entre as crianças pequenas, o principal responsável pelas hospitalizações continua sendo o vírus sincicial respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções respiratórias graves na infância.

A situação também acende um sinal de atenção em Belo Horizonte, que aparece entre as capitais brasileiras com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, além de apresentar crescimento dos casos nas últimas semanas.

Embora Minas Gerais ainda registre números elevados de internações associadas ao vírus sincicial respiratório, os dados indicam que o crescimento desses casos já demonstra sinais de estabilização ou queda. No entanto, a circulação da influenza continua preocupando as autoridades de saúde, especialmente entre a população idosa, grupo que concentra os maiores índices de mortalidade relacionados à doença.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa InfoGripe da Fiocruz, reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. A recomendação é que crianças, idosos e pessoas com comorbidades mantenham a imunização contra a gripe em dia. Gestantes também são orientadas a receber a vacina contra o vírus sincicial respiratório a partir da 28ª semana de gestação para proteger os recém-nascidos.

Além da vacinação, especialistas recomendam medidas preventivas como o uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomeração, a higienização frequente das mãos e o isolamento em caso de sintomas gripais, reduzindo a transmissão dos vírus respiratórios.

Em todo o país, o ano epidemiológico de 2026 já acumula 89.725 casos de SRAG e 3.842 óbitos. Entre os vírus identificados nos casos positivos, destacam-se o vírus sincicial respiratório (35%), a influenza A (23,6%) e o rinovírus (31,8%). Entre as mortes confirmadas por vírus respiratórios, a influenza A aparece como a principal causa, responsável por 41,7% dos óbitos positivos registrados neste ano.