Ministério da Saúde suspende temporariamente vacinação contra dengue com imunizante do Butantan
Foram registrados 42 casos de reações adversas graves, três internações e duas mortes

O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após o registro de 42 casos de reações adversas graves, além de três internações e duas mortes.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda não há comprovação de que os eventos tenham sido causados pela vacina. No entanto, a suspensão foi adotada como medida de precaução para permitir uma investigação aprofundada dos episódios.
A pasta informou que mais de 500 mil doses da vacina foram aplicadas até o dia 30 de maio. Entre os vacinados, 3.703 pessoas apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue. Desses casos, 42 evoluíram com sinais de alarme, representando 0,008%.
Três pacientes desenvolveram quadros graves. Uma mulher de 39 anos precisou ser internada, mas recebeu alta posteriormente. Já uma mulher de 48 anos e um homem de 58 anos morreram após apresentarem complicações compatíveis com dengue grave.
Pessoas que receberam a vacina nos últimos 21 dias serão acompanhadas. A orientação é procurar atendimento em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos, tontura, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade e sinais de desidratação.
A suspensão afeta apenas a vacina produzida pelo Instituto Butantan e não interfere na aplicação da vacina Qdenga. Vale destacar que a suspensão não invalida a eficácia do imunizante nem retira a proteção já adquirida pelas pessoas que já foram vacinadas.
A medida tem o intuito de permitir a análise detalhada dos casos, incluindo histórico clínico, doenças preexistentes, fatores de risco individuais, possíveis erros de imunização e outras causas que possam ter contribuído para os eventos registrados até o momento.
