Rinovírus apresenta tendência de alta em Minas Gerais, aponta boletim da Fiocruz
Apesar da estabilização dos casos graves de síndromes respiratórias na maior parte do país, levantamento indica aumento de infecções pelo vírus em Minas, Paraná e São Paulo.

Minas Gerais está entre os estados brasileiros que apresentam tendência de aumento nos casos de infecções pelo rinovírus, segundo o boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 15 de outubro. O levantamento considera dados da Semana Epidemiológica 40, correspondente ao período de 4 a 10 de outubro de 2026.
O rinovírus está entre os principais agentes associados aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Além de Minas Gerais, Paraná e São Paulo também apresentam tendência de crescimento das infecções provocadas pelo vírus.
Apesar desse cenário, o boletim aponta que, na maior parte do Brasil, os casos de SRAG apresentam sinais de oscilação ou estabilização nas tendências de curto e longo prazo. Até a semana analisada, apenas Sergipe reunia incidência da síndrome em nível de alerta, com tendência de crescimento no longo prazo.
O relatório também identificou aumento de casos graves associados ao metapneumovírus em estados das regiões Centro-Sul e Nordeste. Entre as unidades da Federação citadas estão São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe.
Crianças pequenas e idosos exigem atenção
De acordo com a Fiocruz, a incidência de SRAG é mais elevada entre crianças de até dois anos, principalmente em decorrência de infecções por rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e metapneumovírus.
Entre os idosos com 65 anos ou mais, a mortalidade apresenta maior impacto. Nesse grupo, o VSR, o rinovírus e o vírus influenza A estão entre os principais agentes associados aos óbitos por SRAG.
Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes consideradas pelo levantamento, o rinovírus representou 53% dos resultados positivos para vírus respiratórios. O VSR correspondeu a 14,3%, enquanto a influenza B representou 5,7%, a Covid-19, 4,8%, e a influenza A, 2,8%.
Fiocruz reforça importância da vacinação
Mesmo com a baixa atividade de vírus respiratórios em grande parte do país, os pesquisadores reforçam a importância da vacinação contra a Covid-19 para os grupos prioritários. A recomendação também inclui a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório, conforme as orientações de saúde.
O acompanhamento dos indicadores epidemiológicos é importante para identificar mudanças na circulação dos vírus e orientar medidas de prevenção, especialmente entre crianças pequenas, idosos e outros grupos mais vulneráveis a complicações respiratórias.
