Seu filho não cresce? Esperar o “estirão” pode comprometer altura final
Cerca de 3% das crianças apresentam algum tipo de distúrbio de crescimento

Muitos pais acreditam que os filhos vão “espichar” na adolescência e atingir altura. Porém, especialistas alertam que cerca de 3% das crianças apresentam algum tipo de distúrbio de crescimento, e a espera pode ser um erro e comprometer o crescimento definitivo.
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), atrasos no desenvolvimento podem estar relacionados à desnutrição, doenças crônicas ou alterações hormonais, como a deficiência do hormônio do crescimento, não sendo apenas questão de estética.
“Geralmente, começa pela comparação e pedimos aos pais para não compararem. Mas, realmente, alguns pacientes podem apresentar um déficit, uma dificuldade em crescer, podendo significar doenças”, explicou o pediatra Lucas Rodrigues.
Fatores
A “janela de crescimento” está ligada ao desenvolvimento ósseo e pode se fechar mais cedo, especialmente sem acompanhamento. Entre os principais fatores que influenciam o crescimento estão genética, alimentação, qualidade do sono e equilíbrio hormonal.
“A criança deve se consultar com um pediatra regularmente. Com o gráfico de crescimento, presente no cartão de vacina, a gente consegue avaliar se essa criança está apresentando um déficit, algum problema no crescimento ou não”, indicou o profissional.
Para garantir um desenvolvimento saudável, a orientação é manter consultas regulares e até buscar avaliação com endocrinologista. Exames como idade óssea, avaliação hormonal e análise nutricional podem ser fundamentais para um diagnóstico precoce.
“Uma criança, para crescer, precisa de três coisas: se alimentar bem, dormir bem e praticar atividade física. Mas, muitas vezes, temos falhas nestes três itens”, ressaltou Lucas.
