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Saúde

Seu filho não cresce? Esperar o “estirão” pode comprometer altura final 

Cerca de 3% das crianças apresentam algum tipo de distúrbio de crescimento

Lorena Teixeira2026-04-16Fonte: NTV

Muitos pais acreditam que os filhos vão “espichar” na adolescência e atingir altura. Porém, especialistas alertam que cerca de 3% das crianças apresentam algum tipo de distúrbio de crescimento, e a espera pode ser um erro e comprometer o crescimento definitivo. 

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), atrasos no desenvolvimento podem estar relacionados à desnutrição, doenças crônicas ou alterações hormonais, como a deficiência do hormônio do crescimento, não sendo apenas questão de estética. 

“Geralmente, começa pela comparação e pedimos aos pais para não compararem. Mas, realmente, alguns pacientes podem apresentar um déficit, uma dificuldade em crescer, podendo significar doenças”, explicou o pediatra Lucas Rodrigues. 

Fatores

A “janela de crescimento” está ligada ao desenvolvimento ósseo e pode se fechar mais cedo, especialmente sem acompanhamento. Entre os principais fatores que influenciam o crescimento estão genética, alimentação, qualidade do sono e equilíbrio hormonal. 

“A criança deve se consultar com um pediatra regularmente. Com o gráfico de crescimento, presente no cartão de vacina, a gente consegue avaliar se essa criança está apresentando um déficit, algum problema no crescimento ou não”, indicou o profissional.  

Para garantir um desenvolvimento saudável, a orientação é manter consultas regulares e até buscar avaliação com endocrinologista. Exames como idade óssea, avaliação hormonal e análise nutricional podem ser fundamentais para um diagnóstico precoce. 

“Uma criança, para crescer, precisa de três coisas: se alimentar bem, dormir bem e praticar atividade física. Mas, muitas vezes, temos falhas nestes três itens”, ressaltou Lucas.