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Situação financeira do município deve afetar serviços prestados pela UPA

Estão previstos, racionamentos, redirecionamento de atendimentos e até uma possível redução no quadro de funcionários

Por Odair Cardoso. | 07/07/2018 às 09h50

Situação financeira do município deve afetar serviços prestados pela UPA

A falta de recursos tem impactado em vários setores da administração pública em Patos de Minas. Entre as dificuldades apresentadas até agora estão os salários dos servidores que só devem ser pagos no dia 12 de julho e a possível suspensão das atividades prestadas pela Emater por falta de pagamento. A prefeitura já comunicou que não tem como resolver esta pendência no momento. Mas a crise financeira impacta também no setor de saúde, o que deve obrigar a direção da UPA a tomar medidas extremas.

Esta semana o prefeito José Eustáquio explicou que estes problemas financeiros para manter a UPA e o SAMU, vem se agravando a algum tempo. De acordo com ele, a situação se complica porque o convênio tripartite que envolve o Governo Federal, Governo de Minas e o município não tem funcionado como deveria. É que o Estado não tem cumprido a sua parte desde novembro de 2016, quando deixou de repassar os recursos  para a saúde, obrigando o município a bancar os gastos.

Ainda conforme o prefeito, de janeiro a maio deste ano foram gastos cerca de R$ 4,6 milhões na saúde. Ele ressaltou que por mês em média são necessários R$ 770 mil, sendo que destes R$ 500 mil vem da União e o restante é dividido em partes iguais entre o município e o Estado, mas José Eustáquio reclama que este dinheiro não tem sido repassado pelo Governo de Fernando Pimentel.

E isso tudo começa a refletir nos atendimentos a população. A diretora do setor de atenção básica, Milce Burgos Ferreira, alerta que a situação compromete os gastos com exames, medicamentos e manutenção, além da folha de pagamento. Para tentar amenizar o problema está sendo implantada uma política de racionamento dos materiais e de profissionais, não descartando inclusive redução na grade de funcionários.

Milce Burgos disse também que é preciso realizar um redirecionamento dos pacientes para os postos de saúde de cada bairro, o que evitaria a superlotação e a demora nos atendimentos. Para ela, muitos casos que são levados até a UPA poderiam ser resolvidos nas unidades básicas de saúde, situação que inviabiliza a prestação dos serviços públicos do setor.

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