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Família denuncia possível negligência após morte de bebê em Hospital Regional de Patos de Minas

Segundo avô, a unidade de saúde disse que a bebê teria vindo a óbito por falta de oxigenação 

Por: Redação PatosJá

Fonte: NTV - Lorena Teixeira

Publicado em: 17:34 19-01-2026

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Segundo avô, a unidade de saúde disse que a bebê teria vindo a óbito por falta de oxigenação 

O sonho de uma família em conhecer a primeira filha terminou em luto e em busca por respostas. Os pais da pequena Jade denunciam possível negligência após a bebê morrer pouco antes do parto no Hospital Regional Antônio Dias (HRAD), em Patos de Minas. 

A pequena Jade já tinha enxoval pronto e planos construídos pela família. A mãe, Isadora Martins, estava com 34 semanas de gestação e havia sido classificada como gravidez de risco devido à alteração no cordão umbilical, o que exige acompanhamento médico. 

Atendimento

No dia 12 de janeiro, Isadora foi internada no HRAD, mas recebeu alta médica com recomendação de repouso. Na sexta-feira (16), a gestante sentiu contrações intensas e foi levada à Santa Casa. Naquele momento, os sinais vitais de ambas estavam normais.

Por se tratar de uma gestação de risco e de um parto prematuro, foi indicada a transferência ao HRAD. Conforme os familiares, ao chegar na unidade, Isadora recebeu uma medicação e, após o procedimento, os batimentos cardíacos da bebê deixaram de ser detectados.

Óbito 

Pouco tempo depois, a família foi informada de que a bebê teria vindo a óbito ainda no útero da mãe. O avô da pequena, Gilberto Moreira, relatou que, no momento da comunicação da morte, foi informado de que a possível causa teria sido por falta de oxigenação. 

Gilberto também disse que a família passou a questionar se todos os procedimentos e cuidados necessários foram realmente adotados durante o atendimento. Abalada, a família cobra esclarecimentos e defende que o caso seja apurado com transparência. 

“O próprio fato de não terem fornecido algo para a Polícia Militar que informasse sobre o que ocorreu é suspeito. Colocaram na certidão de óbito que foi falta de oxigênio, mas como a criança saiu mexendo na Santa Casa. Infelizmente a perdemos”, lamentou o avô.

Nota Hospital Regional Antônio Dias (HRAD)

“A Fundação de Assistência, Estudo e Pesquisa de Uberlândia (FAEPU) e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG) lamentam profundamente a perda, se solidarizam com a paciente e seus familiares neste momento de dor e ressaltam que, durante todo o atendimento no Hospital Regional Antônio Dias (HRAD) foram prestados todo suporte clínico e acolhimento emocional à paciente e à família.

Em respeito ao sigilo do prontuário, à privacidade da paciente e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o hospital não divulga informações detalhadas, mas permanece à disposição da paciente e de seus familiares para esclarecimentos presencialmente.

Salientamos, ainda, que o Hospital Regional Antônio Dias é referência em gestação de alto risco para as microrregiões de Patos de Minas, João Pinheiro e São Gotardo, abrangendo mais de 20 municípios com o compromisso com a assistência qualificada, ética e humanizada”.

Nota Santa Casa

“A Santa Casa de Misericórdia de Patos de Minas, se posiciona por meio desta nota, primeiramente para se solidarizar com toda família e amigos, neste momento de profunda tristeza.

A instituição informa que o quadro gestacional relatado tratava-se de gestação de alto risco.

A paciente compareceu por meios próprios até a Santa casa, onde recebeu pronto
atendimento pela equipe de obstetrícia. Durante o atendimento foi diagnosticado
trabalho de parto prematuro, auscultado batimentos cardíacos do feto, que no momento do atendimento nesta instituição estavam normais.

Conforme correto seguimento de fluxo e protocolos, a paciente foi encaminhada à
referência de partos de alto risco, Hospital Regional Antônio Dias (HRAD), através de ambulância e acompanhada por profissional médico do Samu, após serem seguidos todos os protocolos médico-assistenciais.

Salientamos que a referência de assistência foi seguida por nossa equipe e que todas as medidas para segurança do binômio mãe/filha foram atendidas nesta instituição. Ressaltamos que a Santa Casa é a maternidade referência para partos de risco habitual e que este caso não se tratava de referência para esta instituição, apesar de ter recebido todo suporte cabível no momento. Foi garantido transporte em segurança e encaminhamento a referência de atendimento.

Destacamos ainda que a Santa Casa de Misericórdia de Patos de Minas, preza imensamente pelas boas condutas médicas hospitalares, sempre pautadas pela humanização e integralidade ao cuidado ao paciente, com serviços 100% SUS com base em suas doutrinas e diretrizes”.
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