7 de Setembro: o que realmente aconteceu no dia que mudou a história do Brasil
Episódio envolveu processo marcado por interesses políticos, econômicos e sociais

O 7 de Setembro é lembrado como o dia em que o Brasil rompeu oficialmente os laços políticos com Portugal. A Independência foi declarada em 1822, em São Paulo, em um contexto de mudanças e conflitos que já aconteciam desde o final do século XVIII.
Na época, o príncipe regente Dom Pedro I declarou a separação às margens do Rio Ipiranga, associado ao chamado “Grito do Ipiranga”. Porém, a construção da Independência envolveu um processo marcado por interesses políticos, econômicos e sociais.
Além disso, a ruptura não aconteceu de forma repentina. Segundo o historiador Marcos Rassi, compreender o significado do 7 de Setembro exige olhar para os acontecimentos que antecederam 1822 e também para as consequências da separação de Portugal.
“A maioria do povo brasileiro nem sabia do que se tratava o episódio e, naquela época, a Independência foi um ato meio que isolado. O Brasil é grande e ainda não havia muita comunicação. Até a notícia chegar no Norte do país foram meses”, explicou Rassi.
Expulsão das tropas
A Independência não terminou no grito às margens do Ipiranga. Na Bahia, os combates continuaram até a saída das tropas portuguesas de Salvador, em 2 de julho de 1823. O conflito se transformou em uma guerra pela expulsão das tropas portuguesas.
“Do ponto de vista administrativo, o 7 de setembro é a Independência do Brasil. Hoje, como historiador, sei que as lutas na Bahia foram infinitamente importantes, porque tiveram a participação de três mulheres decisivas: Maria Quitéria, Maria Felipa e Madre Angélica”, destacou.
Mais de 200 anos depois, a data continua sendo uma oportunidade para revisitar esse período e compreender como o Brasil começou a construir sua trajetória como nação independente. A data ajuda a relembrar a história e a identidade do país.
“Nós temos que estudar história, aprofundar o nosso conhecimento histórico. Temos vários “Dom’s Pedros” que são desconhecidos da população brasileira”, frisou o historiador.
