Férias escolares: especialista orienta como equilibrar descanso e estudos sem prejudicar a aprendizagem
Manter o contato com a leitura e atividades educativas de forma leve pode facilitar o retorno às aulas. Especialistas recomendam equilibrar momentos de lazer com estímulos ao aprendizado durante o recesso.
Com a chegada das férias escolares, muitas famílias se perguntam se o período deve ser dedicado apenas ao descanso ou se é importante manter as crianças em contato com os estudos. Especialistas afirmam que é possível conciliar lazer e aprendizado, desde que as atividades sejam leves e adequadas à idade, sem transformar as férias em uma extensão da sala de aula.
Segundo educadores, ficar várias semanas sem praticar a leitura, a escrita ou o raciocínio pode dificultar a retomada da rotina escolar. O fenômeno é conhecido como "perda de aprendizagem" e pode fazer com que parte do conteúdo aprendido ao longo do semestre seja esquecida, exigindo um período de readaptação quando as aulas retornam.
A recomendação é reservar entre 30 minutos e uma hora por dia para atividades que estimulem o desenvolvimento cognitivo, como leitura, jogos educativos, desafios de lógica, desenhos, escrita, visitas a museus, experiências culturais e brincadeiras que despertem a curiosidade. O mais importante é que essas atividades sejam prazerosas e respeitem o ritmo de cada criança.
Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA 2022), divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e utilizados como referência em 2025 e 2026, mostram que estudantes que cultivam o hábito da leitura por prazer apresentam desempenho significativamente melhor em leitura e também em outras áreas do conhecimento. O relatório também aponta que o incentivo à leitura fora da escola está associado a melhores resultados acadêmicos.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) também recomenda que as famílias aproveitem os períodos de recesso para estimular o desenvolvimento das crianças por meio da leitura, da convivência familiar, de brincadeiras e de atividades culturais. Segundo o organismo, essas experiências fortalecem habilidades cognitivas, emocionais e sociais, além de contribuir para uma volta às aulas mais tranquila.
Especialistas ressaltam que o objetivo não é impor uma rotina de estudos durante as férias, mas manter o cérebro ativo de maneira natural. Assim, as crianças conseguem aproveitar o descanso sem perder o vínculo com o aprendizado, tornando o retorno à escola mais leve e produtivo.
Fontes: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – Relatório PISA 2022 (referência vigente em 2025 e 2026); Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef); Instituto Ayrton Senna; Todos Pela Educação.
