Candidatos ao Senado por Minas Gerais estreiam no horário eleitoral com diferentes estratégias
Primeiro programa na televisão teve apresentação de trajetórias políticas, apoio de nomes nacionais e propostas para o Estado.

Os candidatos ao Senado por Minas Gerais que têm direito a tempo no horário eleitoral gratuito começaram a se apresentar ao eleitorado nesta sexta-feira (28). No primeiro programa na televisão, os concorrentes adotaram estratégias diferentes para conquistar a atenção dos eleitores, com destaque para a apresentação de trajetórias políticas, propostas para o estado e associação com lideranças nacionais.
Entre os destaques esteve o PSDB, que optou pelo suspense. Em vez de mostrar o candidato, a legenda exibiu uma animação com a frase “tá vindo aí”, acompanhada do número 456 e do slogan “o senador de Minas”. A estratégia antecedeu o anúncio da candidatura de Aécio Neves, previsto para ocorrer em Belo Horizonte.
Domingos Sávio (PL) utilizou o espaço para reforçar sua ligação com o campo político de direita e associar sua imagem a nomes como Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro. O candidato destacou sua trajetória política, afirmou ser “ficha limpa” e abordou temas como inflação, impostos, segurança pública e as condições das rodovias mineiras. Também criticou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez críticas ao Supremo Tribunal Federal.
A candidata Marília Campos (PT) apostou em imagens de sua trajetória política e de agendas de campanha. O programa destacou principalmente sua atuação em Contagem, município onde foi prefeita em quatro mandatos. Ela também apareceu ao lado do candidato do PT ao governo de Minas, Patrus Ananias, e recebeu apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Marcelo Aro (PP) apresentou a trajetória política e familiar. O candidato apareceu ao lado da esposa e dos seis filhos e relembrou passagens como vereador de Belo Horizonte, deputado federal e secretário de Governo durante a gestão de Romeu Zema. Aro também destacou ações destinadas aos municípios mineiros e afirmou que pretende representar os 853 municípios no Senado.
Já Carlos Viana (PSD) concentrou praticamente todo o programa na atuação como senador e na participação como presidente da CPMI do INSS. A propaganda mostrou trechos das atividades da comissão e imagens em que Viana questiona depoentes e defende aposentados prejudicados pelo esquema investigado.
Arcanjo Pimenta (MDB) utilizou o espaço para destacar sua trajetória e o simbolismo de sua candidatura. Ele se apresentou como o primeiro homem negro candidato ao Senado por Minas Gerais e afirmou que sua presença na disputa pode representar uma referência para crianças e jovens de regiões periféricas.
Áurea Carolina (PSOL) também utilizou a imagem do presidente Lula e reforçou a defesa de uma maior representatividade feminina e negra no Senado. A candidata afirmou que Minas Gerais precisa de uma mulher negra ocupando uma das cadeiras do estado.
Carlin Moura (Avante) não apareceu diretamente no primeiro bloco exibido na televisão. No espaço destinado ao partido, o candidato à Presidência da República pela legenda, Augusto Cury, pediu votos para candidatos do Avante.
A propaganda eleitoral gratuita será uma das principais ferramentas utilizadas pelos candidatos para apresentar propostas, trajetórias e posicionamentos ao eleitorado durante a campanha. As estratégias adotadas no primeiro programa também dão uma indicação de como cada candidatura pretende construir sua imagem até o dia da votação.
