PatosJá
PatosJá
Geral

Jovem internado com queimaduras graves pode ter sido vítima de tentativa de homicídio, diz advogado 

Caso ocorreu no dia 7 de junho, em uma fazenda próxima à comunidade de Retiro da Roça

Lorena Teixeira2026-06-12Fonte: NTV
Compartilhar:

A defesa do jovem, de 22 anos, que sofreu queimaduras durante uma confraternização na zona rural de Lagamar, defendeu que o caso seja investigado como tentativa de homicídio. A vítima permanece internada em Patos de Minas com queimaduras de segundo e terceiro graus em diversas partes do corpo.

O caso ocorreu no dia 7 de junho, em uma fazenda próxima à comunidade de Retiro da Roça. Segundo as investigações, um grupo de amigos teria se desentendido. Testemunhas relataram que, durante a discussão, um dos envolvidos teria pegado gasolina e derramado  sobre uma barraca dentro do imóvel. 

No momento, a vítima estava no interior da estrutura e foi atingida pelas chamas. O jovem sofreu queimaduras graves nos braços, pernas, pés, mãos, tórax e costas. Outra pessoa que tentou prestar socorro e ajudar a conter o incêndio também ficou ferida, sofrendo queimaduras em uma das mãos.

Conforme o advogado Thiago Alves, a vítima relatou que a discussão teria começado após ele colocar uma música para tocar no celular. Além disso, a versão da defesa apontou que o suspeito teria se irritado ao ouvir a canção, alegando que a música já havia sido utilizada por ele em uma confraternização anterior.

“A vítima, hoje, está hospitalizada, nesta semana vai passar pela terceira cirurgia e ele só não foi morto porque os amigos socorreram rapidamente e o levaram ao hospital. Se não fosse por isso, ele não teria resistido”, disse o bacharel. 

Para o advogado, as circunstâncias precisam ser consideradas durante a investigação. O advogado sustenta que não se trata de um acidente, mas de uma ação deliberada que colocou a vida da vítima em risco. Diante da gravidade, Thiago afirmou que o caso deve ser tratado como uma tentativa de homicídio.

“O que a família da vítima quer é não ter uma impunidade. A população de Lagamar não pode entender que isso é crível, razoável uma pessoa jogar gasolina e atear fogo na outra. Não podemos tolerar esse tipo de crime”, destacou. 

A Polícia Civil segue investigando o ocorrido para esclarecer as circunstâncias do incêndio e definir a responsabilização dos envolvidos.