Tribunal do Júri de Patos de Minas condena homem pela morte do tio em Lagoa Formosa
Gilson foi condenado por homicídio culposo, com pena de 1 ano e 2 meses de prisão

O Tribunal do Júri da Comarca de Patos de Minas condenou, na tarde de quarta-feira (19), Gilson José Rodrigues, acusado de matar o próprio tio, José Idael de Azevedo, durante um confronto em uma fazenda localizada na zona rural de Lagoa Formosa.
O crime ocorreu em outubro de 2020. A sentença foi definida após os jurados analisarem as circunstâncias do caso e acolherem a versão apresentada pela defesa. Gilson foi condenado por homicídio culposo, com pena de 1 ano e 2 meses de prisão.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em uma estrada vicinal nas proximidades da Fazenda Ponte Alta. Tio e sobrinho tinham um desentendimento relacionado à demarcação de propriedades rurais deixadas como herança.
“O próprio Ministério Público reconheceu que havia indícios de legítima defesa, só que falou que foi um excesso doloso. Naquele momento, o Gilson queria salvar a própria vida e ele poderia, em tese, ser excedido nessa legítima defesa”, disse o advogado Cássio Araújo.
Sobre o caso
No dia do crime, José Idael passava pelo local de carro quando encontrou Gilson, que estava em uma motocicleta. O tio teria parado o veículo para conversar com o sobrinho. Uma testemunha que estava na estrada conduzia um caminhão com calcário.
Conforme a testemunha, a conversa entre os dois teria evoluído para uma discussão acalorada, seguida de uma luta corporal. Ela relatou que tentou intervir para separar tio e sobrinho, mas teria sido alertada por Gilson de que José Idael estava armado.
Ainda de acordo com a denúncia, a testemunha afirmou ter visto uma arma na cintura da vítima. Na sequência, Gilson teria levado a mão ao revólver e os dois passaram a disputar a posse da arma. Temendo pela própria segurança, a testemunha foi embora.
Durante a disputa, Gilson teria conseguido tomar a arma de José Idael. Em seguida, teria efetuado três disparos, sendo que dois atingiram o tio. José Idael não resistiu e morreu no local. A testemunha teria saído do caminhão e visto a vítima caída na estrada.
Logo após, Gilson teria deixado o local em uma motocicleta. O Ministério Público denunciou Gilson por homicídio qualificado por motivo fútil, sustentando que o crime estava ligado à desavença familiar envolvendo a demarcação de imóveis rurais de herança.
