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Política

Deputados dos Estados Unidos cobram governo Trump sobre possível ajuda na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil

Carta assinada por 25 parlamentares democratas questiona se o governo norte-americano facilitou a viagem do senador e de seus familiares para os Estados Unidos. Departamento de Segurança Interna afirma que procedimentos de imigração foram cumpridos.

Matheus Borges2026-10-30Fonte: OTEMPO.
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Um grupo de 25 parlamentares norte-americanos enviou uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, cobrando explicações sobre uma possível participação do governo de Donald Trump na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. O documento questiona se autoridades norte-americanas ofereceram apoio para facilitar a viagem do parlamentar e de seus familiares ao país.

A informação foi divulgada pelo portal norte-americano Politico. A iniciativa é liderada pelas deputadas democratas Sydney Kamlager-Dove, da Califórnia, e Dina Titus, de Nevada, integrantes da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

Na carta, os parlamentares pedem esclarecimentos sobre a eventual participação do Departamento de Estado na emissão de vistos, a comunicação com outras agências do governo e o conhecimento das autoridades sobre as investigações envolvendo o senador brasileiro. Também questionam se houve ajuda direta para viabilizar sua saída do Brasil.

O Departamento de Estado ainda não havia respondido aos questionamentos da imprensa norte-americana. Já o Departamento de Segurança Interna informou que a entrada de Flávio Bolsonaro e de seus familiares ocorreu dentro dos procedimentos legais de imigração dos Estados Unidos.

Entenda a saída de Flávio Bolsonaro

A viagem do senador ganhou repercussão após uma reportagem do jornal The New York Times apontar que integrantes do governo Trump teriam ajudado a organizar seu deslocamento até Miami.

Segundo a publicação, o avião particular utilizado na viagem teria sido providenciado por Jason Miller, funcionário ligado à comunicação da Casa Branca. A aeronave saiu de Puerto Iguazú, na Argentina, passou pelo Equador para abastecimento e seguiu para Miami, nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, também teria mantido contato com Miller durante a operação.

A saída ocorreu em meio a movimentações da Polícia Federal, que havia notificado Flávio Bolsonaro para entregar seus passaportes. A medida foi solicitada no âmbito de uma investigação que envolve o senador e o advogado e empresário Willer Tomaz, suspeito de participação em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a plataformas de apostas.

Segundo as informações divulgadas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, considerou a existência de risco de fuga ao analisar o pedido relacionado aos documentos de viagem.

Até o momento, não há acusações formais contra Flávio Bolsonaro no caso. O episódio agora também provoca questionamentos no Congresso dos Estados Unidos sobre uma possível participação de integrantes do governo Trump na operação de saída do senador brasileiro.