Republicanos registra ata com candidatura própria e mantêm suspense sobre Cleitinho
Partido poderá declarar apoio a nomes de outras legendas durante formação da chapa

O Republicanos de Minas Gerais deu um novo passo nas articulações para as eleições de 2026 ao registrar, na madrugada desta quinta-feira (6), uma ata da Executiva Estadual que prevê candidaturas próprias para o Governo de Minas, vice-governadoria e Senado.
Embora confirme a intenção da legenda de disputar a eleição majoritária com nomes próprios, o documento não define quem serão os candidatos e não menciona o senador Cleitinho Azevedo, principal personagem da crise interna que tem envolvido o partido.
No entanto, a ausência do nome de Cleitinho não encerra as articulações em torno de sua possível candidatura. Nos bastidores, aliados do senador afirmam que ele continua sendo o principal nome caso a direção nacional reveja a decisão de barrar sua candidatura.
Além disso, a ata prevê uma estratégia de composição para a disputa ao Senado. Caso o Republicanos não lance dois candidatos ao cargo, o partido poderá declarar apoio a nomes de outras legendas, mantendo abertas alianças durante a formação da chapa majoritária.
Incerteza
O cenário de incerteza começou quando a direção nacional do Republicanos anunciou que Cleitinho não seria o escolhido para disputar o Governo de Minas. A decisão ocorreu após meses de indefinições sobre a intenção do senador em entrar na corrida eleitoral.
Depois do anúncio, Cleitinho afirmou que continuava disposto a disputar o governo estadual e questionou a decisão do partido. Ele também citou o período de luto pela morte do irmão como um dos fatores que influenciaram o atraso na definição sobre sua candidatura.
Na semana passada, o senador afirmou que manteria a intenção de disputar o governo estadual. Já na segunda-feira (3), apareceu em um vídeo anunciando que havia desistido da candidatura. Porém, em menos de 24 horas depois, Cleitinho voltou atrás na decisão.
Mesmo com o pedido, a direção nacional manteve a decisão de barrar a candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas Gerais. Enquanto a Executiva Nacional mantém o posicionamento de barrar Cleitinho, dirigentes estaduais ainda defendem o senador.
