Condenados por estupro, homicídio e ocultação de cadáver são presos após 15 anos em Patrocínio
Três pessoas também foram presas por ajudar um dos foragidos a se esconder

A Polícia Militar prendeu dois foragidos da Justiça condenados por crimes que causaram repercussão em Patrocínio, no Alto Paranaíba. As prisões ocorreram em cumprimento a mandados expedidos após condenação definitiva relacionada a um caso ocorrido em 2011.
Os condenados, uma mulher de 61 anos e um homem de 66 anos, foram responsabilizados pelos crimes de estupro qualificado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Segundo a corporação, o homem teria estuprado a própria filha, que engravidou após a violência.
Após o nascimento da criança, o recém-nascido foi enterrado vivo, causando sua morte. Em seguida, o corpo teria sido ocultado. A primeira prisão ocorreu na noite de quarta-feira (10). A mulher foi localizada em uma residência e conduzida após ser informada sobre a ordem.
Em seguida, as equipes realizaram buscas pelo segundo condenado, que, conforme a polícia, estava escondido na zona rural da região de Macaúbas após tomar conhecimento do mandado de prisão. A prisão foi realizada na madrugada desta sexta-feira (12).
A corporação informou que, ao perceber a chegada das equipes, o homem tentou fugir e resistiu à prisão. Diante das circunstâncias e perigos aos policiais militares, foi necessário o uso progressivo da força e de um dispositivo elétrico incapacitante para contê-lo.
Durante as diligências, os policiais identificaram que três pessoas, de 22, 57 e 66 anos, teriam auxiliado o condenado a escapar, oferecendo abrigo e transporte entre propriedades rurais. Os três foram presos em flagrante pelo crime de favorecimento pessoal.
No local, os militares apreenderam duas armas de fogo artesanais, munições, dois frascos contendo pólvora, esferas utilizadas para recarga de munições, dois porta-munições, três aparelhos celulares e diversas peças usadas na fabricação e manutenção de armamentos.
Os envolvidos, cuja identidade não foi revelada, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis.
