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Policiais

Dois homens são julgados por homicídio de jovem

Tribunal do Júri analisa nesta quinta-feira (10) acusação de que réus participaram da execução de Érick Eduardo Ferreira Carvalho, morto a tiros em dezembro de 2024.

Matheus Borges2026-09-10Fonte: NTV
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Dois homens são julgados nesta quinta-feira (10), em Patos de Minas, pela morte de Érick Eduardo Ferreira Carvalho, assassinado a tiros em 1º de dezembro de 2024, no bairro Nossa Senhora Aparecida. O caso está sendo analisado pelo Tribunal do Júri, responsável pelo julgamento dos crimes dolosos contra a vida.

Os réus são Waslan Rosa de Sousa e Jonattan Souza Oliveira. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais, os dois teriam participado diretamente da execução da vítima.

De acordo com a acusação, Érick estava sentado em uma calçada próxima de casa quando os suspeitos teriam se aproximado usando roupas de gari. A denúncia aponta que Jonattan teria efetuado três disparos contra a vítima, enquanto Waslan teria filmado a ação e dado orientações durante a execução.

Érick foi atingido na região da mandíbula, no tórax e na coxa. Equipes de atendimento médico foram acionadas, mas, após tentativas de reanimação, a vítima morreu.

Acusação aponta possível motivação ligada a facções

O Ministério Público sustenta que o homicídio teria sido motivado por uma ordem de uma organização criminosa. Conforme a denúncia, o nome de Érick teria sido colocado em um suposto “livro negro” do Primeiro Comando da Capital (PCC), sob a alegação de que ele teria se aproximado de uma organização rival.

A denúncia afirma ainda que Waslan teria exercido uma posição de liderança dentro da organização e teria solicitado a participação de um adolescente para monitorar a vítima e avisar quando seria o momento da abordagem.

Após o homicídio, segundo o Ministério Público, o vídeo da execução teria sido enviado a integrantes da organização criminosa como forma de confirmar o cumprimento da ordem.

Homicídio tem qualificadoras

Os dois réus respondem pela acusação de homicídio qualificado. O Ministério Público aponta como qualificadoras o motivo torpe, o emprego de recurso que teria dificultado a defesa da vítima e a utilização de meio que teria provocado perigo comum, já que os disparos ocorreram em uma via pública movimentada.

A acusação também atribui aos dois a prática de corrupção de menor, pela suposta participação de um adolescente no crime, além de envolvimento com organização criminosa.

No caso de Waslan, o Ministério Público também sustenta que ele teria exercido comando individual dentro da organização.

Decisão cabe aos jurados

Durante o julgamento, acusação e defesa apresentam suas versões aos jurados, que são responsáveis por decidir sobre a responsabilidade dos réus em relação ao homicídio.

A denúncia do Ministério Público representa a versão acusatória apresentada no processo. Os réus têm direito à ampla defesa e ao contraditório e somente poderão ser considerados culpados após a decisão judicial correspondente.

O julgamento desta quinta-feira deverá definir se os acusados serão condenados ou absolvidos das acusações submetidas ao Tribunal do Júri.