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Homem é indiciado por feminicídio após matar companheira asfixiada em Patos de Minas

Agora, caso segue sob responsabilidade do Ministério Público e do Poder Judiciário

Lorena Teixeira2026-10-22Fonte: Polícia Civil/Deam
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A Polícia Civil indiciou por feminicídio consumado o homem, de 30 anos, investigado pela morte de Rosineide Bispo dos Santos, de 39 anos, em Patos de Minas. O crime ocorreu no dia 6 de outubro. Após a conclusão das investigações, o procedimento foi encaminhado à Justiça, e o caso segue sob responsabilidade do Ministério Público e do Poder Judiciário.

De acordo com a titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Tatiana Carvalho Paiva, a investigação apontou que o casal havia discutido por mensagens de texto. Rosineide teria xingado o companheiro, enquanto ele teria feito ameaças contra ela.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o investigado se aproximou da residência da vítima. Conforme a delegada, ele chegou ao imóvel por volta das 10h35 e deixou o local às 11h, levando a motocicleta do filho mais velho de Rosineide, que estava na garagem.

“Eu acredito que lá, em poucos minutos, ele a matou com asfixia mecânica e evadiu do local. Foi muito rápido; ele chega à residência por volta das 10h35 e, às 11h, já sai com a vítima morta”, afirmou Tatiana.

Prisão

Após deixar a residência, o homem permaneceu escondido. Segundo a titular da DEAM, ele só entrou em contato com familiares no fim do dia do crime, quando pediu abrigo a um deles. O familiar, ciente da gravidade do caso, acionou a polícia e informou onde o investigado estava. 

Ele foi preso no endereço. Sobre a motivação do crime, o investigado alegou ciúmes. Segundo a versão apresentada por ele, Rosineide estaria mantendo um relacionamento com outra pessoa, o que teria provocado a discussão entre o casal. O homem também afirmou que a vítima teria avançado contra ele.

O homem alegou que agiu em legítima defesa. Essa versão deverá ser considerada no curso do processo, junto aos demais elementos da investigação. A Polícia Civil informou que o relacionamento era recente e os dois moravam juntos havia cerca de duas semanas.

“Talvez ele tenha ficado assustado pelo fato do que tinha ocorrido, mas não arrependido. É uma barbaridade tirar a vida de alguém por um motivo tão insignificante”, ressaltou Tatiana.