Idosa é indiciada por estelionato após deixar salões de beleza sem pagar em Patos de Minas
Casos ocorreram em abril deste ano, nos bairros Jardim Panorâmico e Centro

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu uma investigação sobre dois casos de estelionato envolvendo uma idosa, de 63 anos, que teria contratado serviços em salões de beleza de Patos de Minas e deixado os estabelecimentos sem efetuar o pagamento.
Os casos ocorreram em abril deste ano, nos bairros Jardim Panorâmico e Centro. Os serviços prestados somaram R$ 855. Em um dos casos, registrado em 28 de abril, a mulher contratou serviços de spa dos pés, reconstrução capilar, corte e escova, no valor de R$ 325.
De acordo com o relato de uma das proprietárias, ao final do atendimento, a cliente teria afirmado que estava passando mal. A profissional prestou auxílio e solicitou um veículo por aplicativo para levá-la para casa. Antes da saída, a proprietária pediu que o pagamento.
No entanto, a transferência não teria sido feita. Após algumas conversas pelo WhatsApp, a cliente teria bloqueado o contato do salão. No dia 18 de abril, a mesma mulher teria realizado um procedimento de mechas em outro estabelecimento, pelo valor de R$ 530.
De acordo com a corporação, a investigada também teria afirmado que faria o pagamento por via PIX, mas a transferência não teria sido realizada. Após diversas tentativas de cobrança, a proprietária teria sido bloqueada pela idosa no aplicativo de mensagens.
Suspeita confessou não ter dinheiro
Durante a investigação, foram ouvidas as vítimas e a investigada, além de analisadas conversas e documentos relacionados aos casos. Em depoimento, a idosa confirmou ter contratado os serviços e afirmou que não tinha dinheiro para pagar os atendimentos.
Sobre um dos procedimentos, disse que não havia gostado do resultado. Ela declarou que pretendia negociar com as profissionais e que bloqueou os contatos devido à pressão para quitar os valores. Para a Polícia Civil, as promessas de pagamento não seriam cumpridas.
A investigação apontou repetição da conduta e afastou, em tese, a possibilidade de os casos serem tratados apenas como desacordo comercial. A mulher foi indiciada duas vezes por estelionato e o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
