Jovem queimado durante confraternização em Lagamar recebe alta após quase dois meses; suspeito foi indiciado por tentativa de homicídio
Vítima de 22 anos sofreu queimaduras graves após barraca ser incendiada durante uma confraternização na zona rural. Suspeito permanece preso preventivamente e foi indiciado por tentativa de homicídio triplamente qualificado.
Após quase dois meses de internação, o jovem de 22 anos que sofreu queimaduras graves durante um incêndio provocado em uma confraternização na zona rural de Lagamar recebeu alta hospitalar e voltou para casa. A chegada foi marcada por emoção, lágrimas e alívio para familiares e amigos, que acompanharam de perto a recuperação da vítima.
O crime aconteceu na madrugada de 7 de junho, em uma fazenda próxima à comunidade de Retiro da Roça. Segundo as investigações da Polícia Civil, um grupo de amigos participava de uma confraternização quando houve um desentendimento entre os presentes.
De acordo com testemunhas, durante a discussão, um dos envolvidos teria pegado gasolina e espalhado o combustível sobre uma barraca montada dentro do imóvel. No momento, a vítima dormia no interior da estrutura e acabou sendo atingida pelas chamas.
O jovem sofreu queimaduras graves nos braços, pernas, pés, mãos, tórax e costas. Outra pessoa que tentou socorrê-lo e conter o incêndio também ficou ferida, sofrendo queimaduras em uma das mãos.
As investigações da Polícia Civil avançaram e, no dia 2 de julho, foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra o suspeito, também de 22 anos. O inquérito foi concluído em 10 de julho, quando o investigado foi indiciado por tentativa de homicídio triplamente qualificado.
Segundo o delegado responsável pelo caso, o indiciamento considera as qualificadoras de motivo fútil, uma vez que a discussão teria começado por causa da escolha de uma música; emprego de fogo, pelo uso de gasolina para provocar o incêndio; e recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o jovem estava dormindo quando o fogo foi iniciado.
O relatório policial também aponta que outras pessoas que estavam na residência foram expostas ao risco durante o incêndio. O caso segue à disposição da Justiça para o andamento da ação penal.
