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“Não deu nem tempo de reagir”: vítima relata susto após carro atingir pamonharia

Vítima de 34 anos estava tomando sorvete quando foi atingida por uma pilastra;

Luís César2026-10-01Fonte: NTV
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Um homem de 34 anos ficou ferido depois que um carro desgovernado atingiu a estrutura de uma pamonharia onde ele estava tomando sorvete com um amigo, em Patos de Minas. Pabllo Junio foi atingido no tornozelo por uma pilastra de ferro e precisou ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com suspeita de fratura no pé esquerdo.

Durante o atendimento da ocorrência, a Polícia Militar constatou que o motorista de um Chevrolet Celta não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nem permissão para dirigir. Segundo a PM, diante da situação de perigo gerada, ele recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime previsto no artigo 309 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata de dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida habilitação, gerando perigo de dano.

O motorista assinou um Termo de Compromisso para comparecer ao Juizado Especial Criminal e foi liberado no local.

Pabllo contou que havia chamado um amigo para tomar sorvete depois de enfrentar o forte calor registrado em Patos de Minas. Os dois estavam sentados e conversavam quando ele ouviu um estrondo.

“Foi um caso bem complicado. A gente, depois desse calorão todo, eu chamei um colega meu para tomar um sorvete. Ele topou e fomos no local que sempre temos o costume de ir. A hora que estou conversando com ele, quando eu me assusto, escuto um estrondo. A hora que eu vi, não deu nem tempo de reagir. Eu pulei da cadeira e a pilastra de ferro pegou no meu tornozelo”, relatou.

Segundo a vítima, tudo aconteceu em questão de segundos. Ele afirmou que não teve tempo de reagir e apenas sentiu o impacto da estrutura contra o pé.

Uma equipe do Samu foi acionada e realizou os primeiros socorros. Na sequência, Pabllo foi encaminhado para atendimento médico. De acordo com ele, a médica recomendou quatro dias de afastamento das atividades e o uso de uma bota ortopédica.

A vítima também afirma que o motorista não prestou atendimento após o acidente.

“A pessoa que fez o que fez, ela nem me perguntou se eu estava bem. Ela nem chegou em mim e perguntou se eu estava precisando de alguma coisa. Eu fiquei muito assustado, porque tenho filha pequena para criar, então a gente fica assustado”, disse.

O acidente também deve afetar o trabalho de Pabllo, que atua de forma autônoma e é proprietário de um lava-jato. Como precisa permanecer em pé durante as atividades, ele afirma que terá de manter o estabelecimento fechado durante o período de recuperação.

“A médica pediu quatro dias de atestado porque eu trabalho em pé e preciso usar a bota ortopédica. E agora vou ter que deixar minha empresa de lava-jatos fechada. E assim, eu espero que ele venha até a mim para pelo menos perguntar como eu estou. Vou ficar no prejuízo durante esses dias”, afirmou.

Apesar do susto e dos prejuízos, Pabllo diz agradecer que as consequências do acidente não tenham sido mais graves. Ele espera que o motorista o procure para se retratar e que o caso sirva de alerta para que condutores tenham responsabilidade ao assumir a direção de um veículo.

“Eu espero que as pessoas possam usar o meu caso como exemplo e se atentar mais ao entrar em um veículo e se responsabilizar caso aconteça alguma coisa”, concluiu.