Operação Cerco Fechado combate facções e reforça lista de procurados em Minas Gerais
No balanço apresentado, 46 pessoas foram detidas, entre elas quatro menores de idade

A Operação Cerco Fechado foi estruturada como uma ação de combate focada em reprimir facções criminosas e ampliar as forças de segurança. A iniciativa reúne efetivos estaduais e federais em uma atuação integrada voltada ao combate do tráfico de drogas, circulação ilegal de armas e outras atividades ilegais.
Quase três mil servidores atuaram de forma integrada em 26 territórios de seis municípios mineiros, sendo: Belo Horizonte, Juiz de Fora, Manhuaçu, Uberlândia, Uberaba e Teófilo Otoni. De acordo com o governador Mateus Simões, os espaços ocupados pelas organizações criminosas serão destruídos.
“Todo o sistema de monitoramento físico e eletrônico feito pelas facções dentro desses territórios será destruído: os aviõezinhos que ficam observando, as câmeras que foram colocadas serão todas arrancadas. Vamos retirar qualquer tipo de barreira”, disse Simões.
No balanço apresentado, 46 pessoas foram detidas, entre elas quatro menores de idade. Também foram apreendidas drogas, nove armas de fogo, 93 munições e R$ 27 mil. Foram contabilizados 73 mandados de busca e apreensão, sendo 46 em Belo Horizonte e 27 no interior. Houve, ainda, a fiscalização em 914 celas.
Durante o anúncio do balanço parcial da operação, foi lançada a sétima edição do programa “Procura-se”, que reúne uma lista com 12 foragidos prioritários para o sistema de segurança pública mineira. Os foragidos são investigados por crimes de homicídio, roubo, tráfico de drogas e ataques a instituições financeiras.
Nas seis edições anteriores do programa, realizadas entre 2011 e 2023, foram presos 61 dos 74 criminosos, com índice de 82,4% de efetividade nas ações de captura dos foragidos. A ação busca ampliar a participação da população por meio de denúncias anônimas feitas pelo Disque Denúncia Unificado (181).
Procurados prioritários

