Operação Cifra Vermelha bloqueia R$ 28,1 milhões e cumpre mandados em Presidente Olegário
Considerando as duas etapas, o valor total bloqueado já ultrapassa R$ 56,9 milhões

O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a segunda fase da Operação Cifra Vermelha, que investiga um suposto braço financeiro do Comando Vermelho.
De acordo com a corporação, ao todo, a Justiça determinou o cumprimento de 10 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas em Presidente Olegário, além de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Palmeiras de Goiás.
Nesta segunda fase da operação, houve o bloqueio de R$ 28,1 milhões, além da determinação de apreensão de veículos e bens de luxo. Considerando as duas etapas da Operação Cifra Vermelha, o valor total sequestrado já bloqueado é de R$ 56,9 milhões.
Esquema de lavagem de dinheiro
Segundo o Gaeco, integrantes do Comando Vermelho teriam criado empresas de fachada para ocultar e movimentar dinheiro obtido por meio de atividades criminosas. A investigação aponta que o grupo utilizava contas bancárias abertas em nome de adolescentes.
O Ministério Público também informou que os integrantes ligados à organização criminosa eram orientados por superiores a depositar o dinheiro da compra e venda de drogas nas contas de empresas consideradas fictícias e de pessoas usadas como “laranjas”.
Avanço das investigações
Após a primeira fase da operação, um casal apontado como liderança do grupo teria se escondido em uma comunidade do Rio de Janeiro sob influência territorial do Comando Vermelho. Os dois foram presos após três meses e respondem a uma ação penal.
Na primeira fase da Cifra Vermelha, 11 pessoas foram denunciadas pelos crimes de integração à organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade documental. Com o avanço das investigações, novas denúncias deverão ser apresentadas à Justiça.
