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Policiais

Operação prende três suspeitos de vender diplomas falsos de Medicina em Montes Claros

Suspeitos podem responder por crimes relacionados à falsificação e ao uso de documentos falsos

Lorena Teixeira2026-08-12Fonte: Polícia Federal
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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (12) a Operação Canudo, em Montes Claros, para combater um esquema de falsificação e comercialização de diplomas e documentos acadêmicos utilizados para facilitar o acesso ao curso de Medicina.

Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça autorizou dois mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária. Os três mandados de prisão foram cumpridos, totalizando três pessoas presas.

As investigações começaram em 2023 após a apreensão de um diploma falso de Medicina apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. Logo após, foram identificados indícios de um esquema estruturado para falsificar diplomas

Conforme a investigação, os materiais eram utilizados tanto para a obtenção de registros profissionais nos Conselhos Regionais de Medicina quanto para facilitar o ingresso ou a transferência de estudantes para cursos de Medicina já em andamento.

Uma das modalidades identificadas era a apresentação de documentos falsos para simular uma transferência entre instituições de ensino, permitindo que estudantes ingressassem em períodos mais avançados do curso, inclusive nas etapas finais da graduação.

Foram identificadas movimentações financeiras entre os suspeitos e pessoas que teriam adquirido os documentos. Pelo menos 45 pessoas já estavam inscritas como médicos em Conselhos Regionais de Medicina e teriam realizado pagamentos ao grupo.

Ressalta-se que os envolvidos podem responder por crimes relacionados à falsificação e ao uso de documentos falsos. A legislação brasileira prevê penas que podem chegar a seis anos de reclusão para a falsificação de documento público, além de multa.  

A Polícia Federal informou que as diligências continuarão para identificar outras pessoas que possam ter contratado ou utilizado os serviços oferecidos pelo grupo. A identidade dos presos não foi divulgada e, por isso, não foi possível localizar a defesa deles.